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postado em 18/05/2015 00:00

Crime
Desempregado, eletricista capacitado profissionalmente furtou 2kg de carne para saciar a fome do filho que lhe aguardava em casa faminto. Nada justifica o comportamento ilícito, mas, diante da inversão de valores morais e éticos que assola a classe política e outros segmentos da sociedade, reforçada com a impunidade que prolifera, o pai, num ímpeto e numa manifestação súbita de desespero, cometeu o delito. O procedimento ilegal evoluiu de um simples cacho de bananas e quatro pãezinhos para uma embalagem com carne. Enquanto isso, aqueles que surrupiaram milhões dos contribuintes, usufruindo de luxúrias há alguns anos, estão em casa despreocupados, pois possuem inúmeros e caríssimos advogados cuidando da sua defesa. Em contrapartida, o eletricista nem sequer sabe como vai se virar para se defender perante a Justiça. Esse é o nosso Brasil das diferenças. Em tempo: louvável o procedimento da Polícia Civil no trato da lei ao ouvir na íntegra o que realmente se passava com o eletricista.
; Renato Mendes Prestes,
Águas Claras


Irracional

Chegamos ao século 21 e pouco evoluímos como ser humano. Não aprendemos que as ações contra o meio ambiente provocam reações que afetam a nossa vida. Insistimos, como se não tivéssemos capacidade de observar e fazer a relação entre causa e efeito. Fazemos queimadas, eliminamos matas ciliares, impermeabilizamos o solo das cidades, despejamos lixo em locais inadequados e maltratamos sem piedade os animais ; isso tudo para dizer o mínimo. Até quando vamos nos portar como irracionais? Se bem que os animais refugam diante do perigo iminente. Nós, humanos, provocamos situações perigosas. Hoje, quando as chuvas amainaram, vemos lixo espalhado pelas ruas, principalmente nas cidades mais afastadas do Plano Piloto. Os rejeitos vão se acumulando e, no próximo período chuvoso, voltarem a enfrentar os alagamentos e todos os prejuízos que deles decorrem.
; Maria Cruz de Lima,
Cruzeiro

Distritais

A Câmara Legislativa é assustadora. Os distritais formam um grupamento que carece de profundo diagnóstico de tão dantesco que se apresenta à sociedade. Por absoluta falta do que fazer ou de procurar fazer o que é necessário, os legisladores decidiram mexer com o currículo das escolas do DF. Mais uma vez, protagonizaram trapalhada inominável. Elevaram o número de disciplinas que nada têm a ver com a formação dos estudantes. Sabe-se que, entre os nobres distritais, não há um que tenha predicados para tal empreitada. O melhor é deixar a educação para quem tem e dela entende. O aviso é pertinente, pois o plantel legislativo confunde crueldade com esporte. Não é que os deputados querem elevar à condição de prática esportiva a vaquejada? Uma atividade condenada por quem tem lampejos de sensibilidade. O melhor para todos, estudantes, animais e, enfim, toda a sociedade, seria que os distritais se matriculassem em curso intensivo para fossem orientados sobre a principal atividade da função de um legislador.
; Odete Alves,
Asa Norte



Desacertos
Não há democracia sem parlamento. O regime fica comprometido se os poderes não se entenderem ou se as divergências alcançarem nível de convivência impossível com os líderes de cada um dos Poderes. Embora o Estado Democrático de Direito tenha dado grandes demonstrações de amadurecimento, recomenda a cautela que não é bom tensionar as relações. O desequilíbrio de um terá reflexo na vida do outro. Assim, Executivo, Legislativo e Judiciário, com missões distintas, devem caminhar juntos para o bem-estar coletivo. Mas não é o que temos visto no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. À crise econômica do país soma-se um comportamento nada colaborativo do Legislativo. Os parlamentares passam |à sociedade a sensação de que apostam no quanto pior melhor. Ainda que Dilma não seja modelo ideal de comandante do Executivo, é preciso respeitar a vontade da maioria da sociedade que reconduziu ao cargo por mais quatro anos. Desengavetar projetos que agravam a crise do país implica punir a todos, sem distinção.
; Juscelino Alves
Asa Norte


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