Releituras de Brasília

Releituras de Brasília

postado em 01/07/2015 00:00
 (foto: Matéria Plástica Editora/Reprodução)
(foto: Matéria Plástica Editora/Reprodução)






Com mais de 30 exposições no currículo, entre Brasil e exterior, o artista plástico, arquiteto, cineasta e fotógrafo mineiro Luís Jungmann Girafa lança hoje, as duas primeiras edições dos Cadernos de ensaio da Matéria plástica editora: Conversa paralela, com fotografias de sua própria autoria; e Superquadra, com obras de Paulo Iolovitch.

Os cadernos marcam as primeiras publicações da editora, idealizada por Jungmann, junto à galeria de mesmo nome, no fim de 2013. Inicialmente, a proposta de criação da galeria e da editora era a de viabilizar seus próprios trabalhos e, a partir disso, os de outros artistas da cidade e mesmo dos que não fossem locais. ;Eu tinha a vontade de fazer os cadernos há bastante tempo;, conta. A ideia é lançar dois cadernos a cada dois meses, com temáticas variadas: ;mas sempre relacionados com a arte;. ;Agora, é ir vendo as possibilidades;, antecipa.

Ativo nas artes plásticas da capital desde 1974, Jungmann pretende fazer dos cadernos ;um meio para disponibilizar trabalhos de artistas com os quais vou cruzando, e tendo uma identidade, e que queiram participar desse processo de experimentação;. Experimentação, aliás, é o que norteará os cadernos nessa primeira fase da lançamento e primeiro contato com o público.

A ideia de inaugurar a publicação com um caderno com obras de autoria própria e um outro com as pinturas de Paulo Iolovitch se deu pela admiração de Jungmann pelo lendário artista da cidade: ;Paulo é um ícone da cidade, a primeira exposição que vi na vida, ainda garoto, foi dele;, explica. As paisagens urbanas de Brasília pintadas por Iolovitch prenderam a atenção de Jungmann, que só foi reencontrar o artista anos depois. Em Superquadra, Paulo retrata a SQS 304, em uma releitura da própria quadra onde vive. ;Ele decidiu retratar não só a arquitetura do lugar, mas as pessoas, os acontecimentos e as atividades;, explica Jungmann.

Jungmann reforça que não existe uma semelhança temática entre as obras. Em Conversa paralela, ele fez colagens e combinações com fotografias abstratas para estabelecer um assunto comum. ;O que eu faço é colocar uma foto dialogando com a outra e, mantendo esse diálogo, elas foram escolhidas como se tivessem uma narrativa, mas é uma narrativa íntima que talvez não vá ser a mesma do leitor;, conta. Cada caderno contém 24 páginas e o número de obras variou de acordo com a diagramação.


Superquadra e Conversa paralela
Lançamento, hoje, às 20h, no Senhoritas Café (408 Norte

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