Aversão a congelamento

Aversão a congelamento

postado em 06/03/2016 00:00

Uma coisa é o governo desejar que agentes econômicos esqueçam a inflação passada e passem a olhar apenas para a expectativa de aumento no futuro. Outra é criar regras legais ou infralegais que impeçam a correção dos preços.

Para economistas ortodoxos, isso significaria ressuscitar o congelamento. O Plano Cruzado, em 1986, foi a última vez em que esse mecanismo foi implementado no país. Luiz Gonzaga Belluzzo, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), era na época secretário de Política Econômica. Na avaliação dele, o Cruzado fracassou pela vulnerabilidade externa do país, que não tinha dólares para cumprir suas obrigações com a dívida externa e para comprar produtos e serviços de fora.

Belluzzo, um dos principais economistas heterodoxos do mundo, não está entre os que defendem limitações legais à indexação de preços e salários. ;Deveriam ser feitos acordos entre empresários e trabalhadores para adiar reajustes de salários, já que as empresas tiveram muitos aumentos de custos. Mas está muito difícil estabelecer qualquer tipo de diálogo no país;, argumenta.

O economista Sergio Werlang, professor da Fundação Getulio Vargas, foi diretor do Banco Central (BC) na gestão de Arminio Fraga. Está longe de ser heterodoxo. Mas não considera absurdo impedir a indexação. ;Isso seria aceitável em uma situação de transição;, argumenta.

Ele reforça, porém, que o melhor é conter a carestia. ;Com inflação baixa, o índice de preços não interessa, porque acaba por distorcer os aumentos que cada um sente;, explica.(PSP)



Fogo em Pasadena
Três pessoas ficaram feridas, uma em estado grave, no incêndio de grandes proporções que atingiu ontem a refinaria da Petrobras em Pasadena, no estado norte-americano do Texas. De acordo com a polícia, o incêndio foi provocado por uma explosão em um gerador na unidade de processamento de diesel. Uma parte do canal de Houston foi fechada por três horas para navegação devido à fumaça do incêndio. Há suspeita de superfaturamento na compra da refinaria pela Petrobras em 2006 por US$ 1,2 bilhão.

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