ARI CUNHA

ARI CUNHA

Desde 1960 Visto, lido e ouvido

aricunha@dabr.com.br com Circe Cunha / circecunha.df@dabr.com.br
postado em 22/02/2018 00:00
Cuidar do que é de todos

Enquanto persistirmos em nosso modelo de escola pública, baseado na excessiva centralização de decisões, todos os anos seremos forçados a ouvir notícias de que alguns estabelecimentos de ensino, por falta de previsões adequadas, ainda se encontram em processo de reforma física das instalações. Com isso, algumas escolas simplesmente não podem dar início ao ano letivo. O professor Júlio Gregório deixaria uma marca positiva em sua gestão se adotasse o modelo de fábrica de escolas, que ajuda na construção e reforma dos colégios e que, de certa maneira, economiza na logística para manter essas unidades de ensino em boas condições de funcionamento. Mas não só isso. É preciso que a manutenção e conservação das escolas sejam também tarefas obrigatórias aos estudantes e aos seus responsáveis diretos. Uma vez por mês, pais e alunos se uniriam na manutenção da instituição.

O Japão, um país rico e que poderia se dar ao luxo de chamar apenas para si a tarefa de cuidar das escolas, faz questão de que seus estabelecimentos de ensino sejam cuidados pelos próprios alunos, que se encarregam de tudo ; da limpeza ao conserto das instalações. Essa tarefa poderia muito bem ser incluída no rol de disciplinas obrigatórias, fazendo com que os alunos e seus responsáveis ficassem diretamente envolvidos com a manutenção e conservação das áreas físicas.

Essa simples atividade de responsabilização de todos no cuidado com as escolas é capaz de semear nos jovens e na comunidade, de forma geral, o sentimento de pertencimento e de carinho, fazendo com que todos sejam igualmente responsáveis por suas escolas. Quem cuida, não depreda. Essa é uma lição que os jovens, com certeza, levarão para toda a vida.

É preciso reacender o sentimento dentro das escolas de civilidade, acabando com o paternalismo tolo e infantil de que tudo necessita ser feito apenas pelo governo. Quando uma escola é depredada , toda a comunidade é atingida e aviltada igualmente. Sem cultivar essa ideia de que a comunidade é dona de seus destinos, continuaremos correndo em círculos, sem ir a lugar nenhum.

É preciso cultivar em nossos jovens, desde cedo, a mentalidade de que os verdadeiros proprietários das escolas são aqueles que dela usufruem hoje ou amanhã. Para tanto é preciso tirá-los da zona de conforto, dar-lhes vassoura, enxadas, pincéis, panos e outras ferramentas de trabalhos e convocá-los a pôr mãos à obra.

Realizar mutirões nos fins de semana, envolvendo toda a comunidade para cuidar das escolas e mostrar quão dignificante é o trabalho de manter nossos espaços de vida social comum. Incutir nos mais moços que a escola é para muitos seu segundo lar, precisa, pois, ser bem cuidada e preservada. Não pode haver vida social onde impera o egoísmo.



A frase que foi pronunciada

;Dizem que uma pessoa não deve hesitar nem por um instante em se corrigir quando comete um erro. Ao fazer isso, seus erros desaparecerão rapidamente. Mas, se tentar ocultá-lo, o erro se tornará ainda mais indigno e doloroso.;
Yamamoto Tsunetomo foi samurai, monge budista e filósofo japonês.




Na bucha
; Leandro Karnal respondia a um aluno e dizia que tinha muita inveja daqueles que têm fé. Ele não consegue acreditar em uma vontade suprema guiando a vida. Muito bem-humorado, um internauta postou que a solução para Leandro alcançar esse nível de crença é simples. Bastaria mudar o nome de Leandro Karnal para Leandro Espiritual.


Fiscalização
; Muita calma no momento de usar ;azeite virgem; em restaurantes. O amigo Dib Francis se aventurou em um restaurante e percebeu a presença do óleo vegetal misturado no azeite. Como bom gourmet, foi saber o que estava havendo. A culpa é do fornecedor, foi a resposta. Fica a dica para a Vigilância Sanitária, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).


Fidalgo
; A Academia Brasileira de Filologia convida a todos para a solenidade de entrega do prêmio Antenor Nascentes ao escritor José Carlos Gentil, como autor da obra A infernização do hífen. Hoje, às 19h no Instituto Camões na Embaixada de Portugal.


Aquecimento
; Duly Mittelstedt posou para as fotos do CD Lírica Brasiliensis II. O ensaio fotográfico é de Cláudia Costa e Lautaro Wlasenkov. O concerto será em junho, na Casa Thomas Jefferson, sempre a maior incentivadora para os artistas de Brasília.




História de Brasília
A substituição, entretanto, foi ato de rotina dentro da empresa. Resultou em publicação pelos jornais para definir os verdadeiros responsáveis pela traquinagem. (Publicado em 14/10/1961)




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