Cinco perguntas para

Cinco perguntas para

Getúlio Américo Moreira Lopes, reitor do UniCeub

postado em 14/05/2018 00:00
 (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press - 11/5/18)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press - 11/5/18)

Que pontos do trabalho desenvolvido nesses 50 anos o senhor destacaria?
O projeto hoje é consolidado, mas está sempre se fazendo, não pode parar, tem de estar à frente, despontando. O UniCeub sempre se preocupou com isso e foi muito ligado à comunidade, com respostas prontas, sempre presente. Nós começamos a funcionar em 1968. A ideia inicial era fazer um colégio, e chamaram meu pai, João Herculino de Souza Lopes (deputado federal), para isso, em 1967. Ele não topou a ideia, mas sugeriu fazer uma universidade.

Quando o senhor olha para esses 50 anos, consegue resumir qual é a missão do UniCeub hoje?
Integrar a nossa comunidade, com alunos capazes de serem reflexivos, alunos que sejam cidadãos e éticos, que somem à coletividade, como elemento agregador, com o objetivo de fazer a comunidade crescer, e crescer bem e forte. Isso é o que tentamos fazer. São 50 anos nessa perspectiva. Desde que meu pai começou, ele colocou cidadania e ética como os principais objetivos e fundamentos para crescermos, e em uma cidade melhor.

Como foi a evolução até se tornar também oficialmente centro universitário?
Em 1998, nós nos tornamos centro universitário. E foi isso o que nos deu também autonomia. Porque o centro universitário tem autonomia de criar a maioria dos cursos, o que nos possibilitou uma grande expansão. Conseguimos chegar à área de saúde, à de engenharia e aumentar a nossa oferta.

O país vive uma crise. Como enxerga esse momento e, na sua visão de cidadão e da área em que atua, de que forma é possível sair dessa situação?
Realmente, é uma crise muito complicada. O Brasil perdeu valores e nós temos feito o máximo para incentivar a cidadania, a ética. Quando vem uma crise dessas, ninguém fica de fora, todos sofremos. Tivemos que tomar novas atitudes para captar alunos, mas sem perder a qualidade. E a educação é o único caminho para conseguirmos mudar, mas, para isso, é preciso um programa de Estado. Não pode ser algo feito aqui ou ali. Precisamos de um investimento de 20 anos, que comece nas bases e que acompanhe o aluno até chegar à faculdade. Se isso fosse feito, em 20 anos nós conseguiríamos mudar o país.

É um desafio dar respostas para as mudanças que ocorrem no mundo do trabalho hoje?
O relacionamento com empresas ajuda em uma resposta mais ágil?

Sim. Ajuda muito, a resposta delas é sempre muito interessante para a gente. Quando os alunos vão para estágios, eles trazem para nós um retorno que vai nos atualizando e nos faz discutir o que vamos mudar. Então, nossos projetos pedagógicos vão sendo ajustados conforme isso vai acontecendo, a fim de preparar os estudantes para essas novas realidades.

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