Menor esforço

Menor esforço

Tiggo 2 ganha câmbio automático de apenas quatro velocidades, o que deixa a desejar nas respostas do acelerador. Bem equipado, ele está abaixo da concorrência no quesito preço

» Geison Guedes Especial para o Correio
postado em 30/08/2018 00:00
 (foto: Fotos: Chery Caoa/Divulgação)
(foto: Fotos: Chery Caoa/Divulgação)


No ano passado, a Chery no Brasil foi adquirida pelo grupo Caoa e no pacote veio a fábrica em Jacareí, interior de São Paulo, as concessionárias e toda a estrutura da chinesa no país, criando uma montadora nacional, unindo os dois nomes. O primeiro fruto da nova marca ;nasceu; em abril deste ano, o Tiggo 2. O utilitário supercompacto chegou no estilo de modelos chineses: recheado de equipamentos e preço bem abaixo da concorrência. O valor inicial é R$ 59.990.

No entanto, o SUV só foi apresentado com opção de câmbio manual. Como o mercado passou a exigir as caixas automáticas, quatro meses após o lançamento, a montadora resolveu lançar o Tiggo 2 com esse tipo de transmissão; porém, com apenas quatro velocidades. Mas a mudança não se resrtringiu ao câmbio.


Elegância

Os nomes atribuídos aos veículos antes da venda da marca foram mantidos, foi assim com o Tiggo 2 e será com os próximos modelos. Caso a nomenclatura não fosse a mesma, o Tiggo 2 automático poderia ser considerado um novo modelo e não uma segunda geração, pela mudança estética da nova versão. O design está mais moderno. Com linhas suaves, o desenho é arredondado e passa a impressão de ser um veículo maior do que realmente é. A traseira perdeu o estepe pendurado na tampa do porta-malas, deixando o modelo mais elegante.

O interior é completamente novo. Bancos, painéis, portas, consoles foram redesenhados. Como todo veículo dessa faixa de preço, os plásticos duros são excessivos, mas pelo menos há detalhes que imitam fibra de carbono, para elevar o apelo visual. O acabamento ficou muito bem-feito, não há rebarbas, nem peças mal encaixadas. Percebe-se que a montadora se esmerou. O ponto de desencontro fica pelo painel de instrumentos, que tem um design antigo e estranho, além de ter muita informação, sem a opção de troca.


Recheado

Apesar de ter fábrica no Brasil, o Tiggo 2 foi desenvolvido na China (os modelos futuros serão produzidos em Jacareí). Com isso, ele conta com o estilo empregado em veículos chineses que vieram para cá: lista de equipamentos recheada. A Look, de entrada, conta conta itens básicos como ar-condicionado, vidros e travas elétricas, além de rodas de liga leve de 16 polegadas, Isofix, sensor de estacionamento traseiro, luz de circulação diurna, monitoramento de pressão dos pneus, por R$ 59.990.

Com câmbio automático, ela ganha, além da transmissão, função Eco, ar-condicionado e piloto automáticos aviso sonoro para cinto de segurança do passageiro, câmera de ré, volante multifuncional e central multimídia, por R$ 66.990. A ACT manual conta com os mesmos itens da Look automática, mais teto solar elétrico, controle de tração e estabilidade e assistente de partida em rampa, com preço sugerido de R$ 66.490. Já com câmbio automático, a topo de linha sobe para R$ 69.990 e ganha função Eco e bancos em couro.



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