Duas perguntas para Maria Alcina

Duas perguntas para Maria Alcina

postado em 07/05/2014 00:00
 (foto: Feco Hamburguer/Divulgação)
(foto: Feco Hamburguer/Divulgação)


A comemoração dos seus 40 anos de carreira veio com um novo CD, paralelo ao espetáculo.
Como tem sido a receptividade?
O CD De normal bastam os outros já está acontecendo, inesperadamente. Tem sido um sucesso, com surpresa do público, em termos de repertório. A crítica tem destacado o disco como atual, graças aos arranjos do Rovilson Pascoal e à direção do Thiago Marques Luiz. Temos feitos shows e o público vai, já cantando as músicas do CD. Para nós, foi uma surpresa maravilhosa. Acho que tem uma atualização da Maria Alcina. Há até a participação do Ney Matogrosso! Os arranjos me favorecem para cantar. Devo um tanto disso aos compositores que convidamos. Há Zeca Baleiro, Arnaldo Antunes, Anastácia, Péricles Cavalcante e Karina Buhr, entre outros. Cada um mandou músicas dentro do universo deles, mas olhando pra mim. Quando o Zeca faz Eu sou Alcina, são as impressões que ele tem de mim ; "Sou Alcina; Uma sapeca, uma moleca, uma menina;"

Você não parece muito apegada
a convenções, e veio para Brasília para viver uma cafetina,
em Eu vou tirar você deste lugar. Há rompantes, na sua vida?
Eu cheguei a São Paulo nos anos 1980, e morando lá, na cidade imensa, me sentia que nem uma formiguinha. Vi nas lojas, por exemplo, os manequins carecas e disse: ;Nossa! que coisa bonita!’. E rapei a cabeça porque achava bonito. Estava mais solta na vida do que cachorro quando cai da mudança três vezes. Chegou uma hora em que todo o meu sucesso, quando tinha gravadora e tudo mais, acabou. Com quase 10 anos de carreira, cheguei a São Paulo ainda no auge, mas foi diluindo, mudou o mercado. Imagina se eu tinha alguém, muito pelo contrário. Tudo que fiz, como detalhes de performance, tudo era contestado dentro da gravadora, mas isso não chegava até a mim. Eu sou assim: não tem como me controlar, e, agora, mais do que nunca. (risos).

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