Guilhotina afiada

Guilhotina afiada

Santos surpreende e troca Oswaldo de Oliveira por Enderson Moreira. Com a mudança, sobe para 18 o número de técnicos demitidos em 18 rodadas da competição nacional

postado em 03/09/2014 00:00
 (foto: Juan Mabromata/AFP - 20/3/14
)
(foto: Juan Mabromata/AFP - 20/3/14 )


A dança das cadeiras segue a toda no Campeonato Brasileiro. O Santos fez a competição testemunhar a 18; troca de treinador em 18 rodadas. A vítima da vez foi Oswaldo de Oliveira. Num prazo de poucas horas, o Peixe anunciou a demissão do técnico e a contratação de outro: Enderson Moreira. O novo comandante deve ser apresentado oficialmente hoje e já comandará o treino no CT Rei Pelé. O contrato vai até o fim de 2015 e não contém cláusulas que possam gerar entraves para o clube ou para o treinador futuramente.

Mineiro de Belo Horizonte, Enderson tem 42 anos e apareceu com destaque ao conquistar a Série B pelo Goiás em 2012. No Grêmio, este ano, caiu nas oitavas de final da Libertadores, após obter uma das melhores campanhas no torneio. E acabou demitido com o vice-campeonato gaúcho. A derrota por 4 x 1 para o Internacional pesou na opção da diretoria tricolor.

Ontem, Enderson estava muito perto de ser anunciado pelo Vasco, que demitiu Adilson Batista no último fim de semana, mas algumas exigências feitas pelo staff do treinador acabaram melando o negócio.

A demissão de Oswaldo de Oliveira não foi decidida por unanimidade. Após a derrota para o Botafogo, no último domingo, o presidente Odílio Rodrigues convocou o Comitê Gestor para uma reunião na Vila Belmiro com o objetivo de discutir o assunto.

A vitória para o Grêmio, na Copa do Brasil, criou uma esperança interna no Santos, mas o revés diante do alvinegro carioca apenas três dias depois foi crucial. A sequência de derrotas para líderes do Brasileirão (Fluminense, Inter, Corinthians, São Paulo e Cruzeiro) tiveram peso fundamental na decisão.

A diretoria entende que o grupo está homogêneo e espera que a troca de treinador não mexa com o elenco. Mas a mudança no comando técnico, na visão do CG, se fez necessária com o intuito de dar uma nova cara ao Peixe para a reta final da temporada.

Oswaldo de Oliveira admitiu que não esperava a demissão. ;Fui pego de surpresa. Estou acostumado a trabalhar com planejamento a médio e longo prazos, como aconteceu na maioria dos clubes pelos quais passei;, disse, em nota oficial divulgada por sua assessoria de imprensa.

Para o técnico, a equipe estava apresentando evolução, e os resultados negativos não representavam a real performance do grupo. ;Mesmo em algumas derrotas no Brasileiro, o time se portou bem, sendo até merecedor da vitória. Sentia os jogadores empenhados e tinha a certeza de que a equipe evoluiria ainda mais;, salientou. Com as derrotas, o alvinegro praiano caiu de quinto para o 11; lugar e viu as chances de conquistar uma vaga na Libertadores ficarem remotas.

Palmeiras
Enquanto o Santos foi rápido na troca de comandantes, o Palmeiras ainda não bateu o martelo sobre o seu novo técnico, em substituição a Ricardo Gareca. Dorival Júnior conversou com os dirigentes e deixou o acordo encaminhado. Ele se mostrou disposto a dirigir o Verdão, mas impôs condições.

Desempregado desde dezembro, Dorival avisou que não aceitaria um contrato com término antes de junho de 2015. A diretoria, por sua vez, prefere assinar somente até o fim deste ano, quando acaba o mandato do presidente, Paulo Nobre. Em relação a salários, não houve problema: o técnico aceitou as bases que eram pagas a Gilson Kleina: cerca de R$ 200 mil mensais fixos e a possibilidade de ganhar mais de acordo com objetivos atingidos.


A campanha
O desempenho de Oswaldo de Oliveira à frente do Peixe
44 partidas
25 vitórias
9 empates
10 derrotas

;Fui pego de surpresa. Estou acostumado a trabalhar com planejamento a médio e longo prazos;
Oswaldo de Oliveira, técnico, por meio da assessoria de imprensa



Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação