Aventura que não cansa

Aventura que não cansa

Luxo da grife Land Rover faz com que o off-road no novo Discovery Sport seja uma experiência de extremo conforto. O motor de 240cv aliado ao câmbio de nove velocidades entrega ao utilitário potência de sobra

» BRUNO VASCONCELOS
postado em 23/07/2015 00:00
 (foto: Land Rover/Divulgação)
(foto: Land Rover/Divulgação)


Quem já participou de um rali sabe que, apesar de muito divertido, a experiência fora de estrada é muito cansativa e até dolorida para o corpo. Motorista e navegador precisam estar atentos à rota e ainda sofrem com buracos e rampas naturais que transformam o interior do automóvel em algo parecido com um liquidificador. Não é exagero dizer que, ao fim de uma prova off-road, você se sente como se tivesse sido ;triturado;. Isso porque os utilitários aptos a essa modalidade têm suspensão alta e dura, e nem sempre o conforto é algo priorizado no acabamento do interior.

Mas se você tiver coragem (e uma conta bancária generosa) para colocar um carro da grife Land Rover na lama, a sensação de desconforto não passará nem perto de seu corpo. Coragem, porque dá pena sujar o carro com esse visual. E no bolso tem que ter pelo menos R$ 184.900 para levar para casa o Land Rover mais barato atualmente vendido no país, o novo Discovery Sport SE.



O Veículos testou a versão intermediária do SUV de luxo, a HSE, que parte de R$ 209.900. A unidade é R$ 7 mil mais cara porque tem a terceira fila de assentos (sete lugares). Há ainda a versão HSE Luxury, que parte de R$ 238.900. Com esses preços você pode pensar que essas joias não são feitas para lama, que são refinadas demais e até mesmo frágeis. Engana-se que pensa assim. A marca britânica (que hoje pertence a um grupo indiano) tem o DNA off-road e pode encarar qualquer tipo de terreno.

A vantagem do Discovery Sport e de outros modelos da Land Rover é que eles são perfeitamente adaptados para o uso do dia a dia na cidade e podem, no fim de semana, se transformar em máquinas de transpor obstáculos.

Silêncio

O desempenho do Discovery na estrada é algo que impressiona. O motor 2.0 turbinado e com injeção direta de gasolina rende 240cv de potência e 34,7kgfm de torque. Tudo isso distribuído de forma impecável pelo incrível câmbio automático de nove velocidades. Era algo impensável, há alguns anos, pilotar um utilitário de quase duas toneladas a mais de 150km/h (pista plana), e a rotação está na casa dos 2.000rpm. O que isso significa? Um silêncio absoluto dentro da cabine. Desligue o som e ouça apenas a rodagem dos pneus sobre o asfalto. Quer ouvir o ronco do motor? Sim, ele ronca, mas, para notá-lo, é preciso desligar o modo Econômico no painel e ativar o Sport. Aí, a calmaria dá lugar a rotações elevadas e acelerações parecidas com as de carros esportivos menores.




Nem é necessário perder muitas linhas desta página para dizer que o acabamento interno do Land Rover Discovery é algo próximo da perfeição. Verdade que não dá para dizer que se compara com o luxo dos irmãos mais ricos da linha Range Rover, mas o Discovery é premium do carpete ao teto solar panorâmico.



A montadora ainda possibilita a inclusão de uma série de pacotes de acabamento, que dão mais exclusividade e até mais tecnologia ao utilitário. Claro que tudo tem um (salgado) custo, mas nada que assuste quem pode dar mais de R$ 200 mil em um automóvel. Após testar mais um modelo da famosa grife britânica, conclui-se que o único problema dessas máquinas é o preço. Seja na cidade, seja na estrada ou na lama, você estará muito bem dentro de um utilitário feito pela marca Land Rover.

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