Aos 10 anos, uma das apostas brasilienses

Aos 10 anos, uma das apostas brasilienses

postado em 01/08/2015 00:00
 (foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
(foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)


João Rafael Azzolin Vieira tem apenas 10 anos e é uma das promessas do tênis candango. No mês passado, o garoto conquistou o bicampeonato brasileiro, tanto na prova individual quanto na de duplas (ao lado do mineiro Gabriel Prezotto). Destaque em todos os torneios dos quais participa, o brasiliense sonha ser jogador profissional e seguir os passos do ídolo (quase xará) Rafael Nadal. ;Se eu não for jogador quando crescer, quero ter uma academia de tênis;, conta.

O pequeno atleta tem a agenda cheia: vai à escola de manhã, treina todos os dias das 14h30 às 18h (inclusive aos sábados e domingos) e ainda faz aulas de inglês. ;Fico cansado, mas jogar tênis é o que mais gosto de fazer;, diz João Rafael. Ele agora está se preparando para disputar o Circuito Nacional Correios, em São Paulo, daqui a menos de dois meses. Depois desse, outros campeonatos o esperam no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. São cerca de sete viagens por ano para competir, bancadas pela família, pois, como ele ainda é muito novo, conseguir patrocínio fica difícil.

Incentivado pelo pai, João Rafael começou a jogar tênis aos 3 anos e nunca mais parou. Os treinos ficaram mais sérios quando tinha 7 e ele passou a ser acompanhado pelo técnico Santos Dumont. ;O João é muito dedicado e responsável. Ele leva os treinos a sério, cuida da alimentação, prepara-se fisicamente. É difícil encontrar um menino da idade dele tão focado;, aponta o treinador.

Na categoria até 10 anos, disputada pelo tenista, não há
ranking nacional. A partir de 2016, quando completar 11, João Rafael passará a somar pontos para o ranking da categoria infantojuvenil, e o número de campeonatos deve aumentar. Mas ele quer ir com calma e dar um passo de cada vez. Viviane Azzolin, mãe do atleta, ressalta: ;Sei que meu filho tem bastante potencial, mas ele ainda é muito novo e não quero pressioná-lo. Já existe uma pressão natural no esporte, mas ele está na fase de brincar e se divertir;.

Para o garoto tímido e compenetrado, o bom resultado é consequência dos treinos. E ele faz a parte que lhe cabe: não gosta de perder um minuto sequer de treinamento, afinal, mais que um esporte, o tênis é uma diversão.

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