Pela paz no trânsito

Pela paz no trânsito

Guilherme Goulart
postado em 04/05/2017 00:00

Cleidison Barros da Costa. Edson Antonelli. Daniel Barreto Batista. Douglas Araújo Silva. Ricardo Clemente Cayres. Cleuza Maria Cayres. Algumas das mais recentes vítimas do trânsito no Distrito Federal têm em comum a imprudência e a irresponsabilidade dos responsáveis por cada tragédia no asfalto. Seja pela alta velocidade, seja pelo consumo de bebidas alcoólicas, seja por manobras arriscadas, a consequência do frequente descaso ao volante é a destruição de famílias brasilienses, que perdem mães, pais, avós e filhos em acidentes que poderiam ser evitados com educação e consciência.


O Distrito Federal, no entanto, vai na contramão da paz no trânsito. A violência imposta nas pistas se traduz em números do Departamento de Trânsito (Detran). É difícil acreditar, mas os motoristas de Brasília são flagrados, todos os dias, em situações de risco, deixando vulneráveis rotas que deveriam ser as mais seguras possíveis. A média diária é de quatro autuações por rachas, competições ou exibições em vias públicas. Foi assim no ano passado, com 1.424 multas por esse tipo de conduta, e segue da mesma forma em 2017, com 489 infrações até 30 de abril.


As cenas de desrespeito no asfalto ; para dizer apenas o mínimo ; são mais acintosas durante os fins de semana. Quem circula pela cidade de carro no sábado e no domingo, principalmente durante a noite ou a madrugada, se assusta com situações provocadas por máquinas potentes que parecem voar sobre o Eixo Monumental, o Eixão, a Avenida L4 e as principais rodovias federais que cortam o DF. São motocicletas e automóveis poderosos guiados por motoristas que passam em alta velocidade sem dar importância para o fato de, bem ao lado deles, ter carros com crianças, idosos e famílias.


É hora de parar, pensar e agir. É o momento do basta. Não é possível que, todo início de semana, brasilienses como Fabrícia Gouveia, que perdeu o marido, Ricardo Cayres, e a sogra, Cleuza, em acidente provocado por suposto pega na L4 Sul, seja obrigada a sentir a dor de uma perda de forma tão abrupta e violenta. A solução começa em casa, por meio da educação. E continua na rua, com campanhas como a Paz no Trânsito, do Correio Braziliense. Com mobilização, ações educativas, fiscalização e, principalmente, punição, chega-se à transformação.

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