Ave, Gru

Ave, Gru

Seres amarelos que são a cara da franquia perdem espaço em longa que recorre a fórmulas batidas

Ricardo Daehn
postado em 30/06/2017 00:00
 (foto: Universal Pictures/Divulgação)
(foto: Universal Pictures/Divulgação)


Crítica Meu malvado favorito 3




A fofura desgastou. A conclusão vem quando se assiste a Meu malvado favorito 3, mais recente incursão dos Minions na telona, sob o comando dos diretores Kyle Balda e Pierre Coffin. Esse último, por sinal, é ator e dá voz a um punhado das criaturas amarelas que dão colorido à vida do antigo vilão Gru (com as vozes de Steve Carell e, na versão nacional, de Leandro Hassum).

Na terceira aventura, é nítido o papel coadjuvante dos pequenos personagens, completamente sem função no filme que parece não ter enredo ; vários núcleos de ação foram formados pelos realizadores, que disparam pequenas ocorrências para Gru e companhia, sem direção eficaz.

Longe do respaldo que o universo literário que Dr. Seuss rendeu no caso do belo longa O Lórax (2012) e Horton e o mundo dos quem! (2008), os roteiristas Cinco Paul e Ken Daurio ofertam um material mecânico e repleto de fórmula. ;Convidado; (essa é a maneira encontrada por Gru para dar a notícia da demissão para as filhas) a não trabalhar mais para a empresa secreta Liga Antivilões (AVL), ele recebe outra notícia bombástica: existe Dru, gêmeo dele.

Filho de um homem batizado de O Terror Careca, Gru desvela a contradição da versão materna de que o pai dele teria morrido de decepção. Além das descobertas familiares, Gru terá pela frente a aventura de resgatar um diamante gigante, alvo da gana do vilão Balthazar Bratt (dublado por Evandro Mesquita).

E por onde andam os Minions no enredo de entrosamento entre os irmãos Gru e Dru? Perdidos, mas, ao menos com uma boa cena: pegos de surpresa num programa ao estilo de Ídolos, no qual cantam de improviso.

Na mesma medida em que Meu malvado favorito 3 se prova interminável, os produtores tentam a todo custo agradar aos pais dos espectadores, mais apegados aos anos 1980. Daí o excesso de referências ; no campo musical, dispara-se Bad, Take on me, Physical e Into the groove. Planejando um ataque em versão gigante, o vilão Bratt apela para um armamento de chiclete agigantado que faz lembrar Tá chovendo hambúrguer. Repassando a impressão do já visto, Lucy (na voz de Maria Clara Gueiros), a mulher de Gru, entra em cena empoderada, salvando o trio de meninas da historieta. Sem novidades.



Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação