Ajuda no diagnóstico de doenças

Ajuda no diagnóstico de doenças

postado em 19/03/2018 00:00
Uma das grandes apostas da inteligência artificial é a possibilidade de utilizá-la em conjunto com outros tipos de imagens médicas para o diagnóstico de doenças. Uma dissertação de mestrado coorientada por Anselmo Paiva, professor do Departamento de Informática da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), e defendida neste ano, mostra o uso desse tipo de algoritmo na detecção de tumores no pulmão, com taxas de acerto acima de 94%.

;A classificação de imagens médicas pode ser utilizada, por exemplo, para indicar se a imagem de uma mamografia tem ou não um achado radiológico que possa ser considerado um nódulo ou uma massa;, explica Paiva. ;Os métodos de aprendizagem profunda podem aprender e sugerir se uma região da imagem está associada a um nódulo maligno ou benigno. Ou seja, um diagnóstico apoiado por processamento de imagens também é possível.;

Neurorradiologista especialista em ressonância magnética do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, Gustavo Souza acredita que a inteligência artificial poderá assumir um papel importante na descoberta de doenças. ;O diagnóstico, antigamente, era muito baseado em dados anatômicos. Hoje em dia, temos outras técnicas. A inteligência artificial não chegou no momento, mas vai chegar. Ela vai fazer parte, nós temos softwares cada vez mais elaborados.;

Mais fundo
O trabalho desenvolvido pelos pesquisadores da Universidade Purdue também abre caminho para um entendimento maior sobre como a mente funciona, o que pode beneficiar um grande número de áreas. As imagens são componentes importantes do pensamento humano, e desvendar a forma como o cérebro as processa pode abrir portas para o estudo de áreas da consciência a que ainda não temos acesso.

;Estamos tentando utilizar uma estratégia parecida para entender como um sujeito processa linguagem e gera a fala. Ou então algo um pouco mais ousado: ver o que está no sonho de alguém;, conta Zhongming Liu, um dos criadores do algoritmo que consegue ler a mente humana.

O cientista adianta também que ele e a equipe tentam criar outros sistemas de inteligência artificial mais parecidos com o cérebro humano. ;Acreditamos que um algoritmo assim teria uma inteligência mais poderosa e próxima da nossa e poderia nos ajudar na vida diária;, explica. (VC*)




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