Parada gay lota o Eixão

Parada gay lota o Eixão

» PALOMA SUERTEGARAY
postado em 08/09/2014 00:00
 (foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)
(foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)



Cerca de 20 mil pessoas participaram da 17; Parada do Orgulho LGBT de Brasília, que tomou conta do Eixão Sul na tarde e noite de ontem. Quatro trios elétricos, decorados com balões nas cores do arco-íris, dirigiram o desfile e empolgaram o público, que dançou ao som de divas pop como Beyoncé, Lady Gaga e Rihanna. A escolha de realizar o evento no 7 de Setembro, dia da independência do Brasil, não foi à toa. Com a proximidade das eleições, os militantes pretendem dar mais visibilidade ao movimento e incentivar o voto consciente, tema da Parada deste ano.

A concentração do evento começou às 14h30, pouco tempo depois do fim do desfile cívico em homenagem à data pátria, que aconteceu na Esplanada dos Ministérios. Em torno das 16h, os trios começaram a tocar música e o público começou a aumentar. ;A gente tem orgulho só hoje? Todo dia é dia de orgulho gay! Não aceite a homofobia;, animou um militante pelo microfone, em cima de um dos caminhões.

A multidão começou a andar em direção à rodoviária do Plano Piloto apenas por volta das 18h, em clima de paz, confraternização e alegria. Para muitos, foi uma festa. ;Sem dúvida, o melhor são as músicas;, comentou a administradora Keylla da Silva Moraes, 25 anos. Até o início da noite, a Polícia Militar não tinha registrado nenhuma ocorrência no local.

Cartazes com os dizeres ;Seja livre; e bandeiras com as cores do orgulho LGBT não faltaram. Militantes de partidos políticos também estiveram presentes no evento e aproveitaram para distribuir panfletos de candidatos. O que mais chamou a atenção, no entanto, foram as fantasias de alguns participantes do desfile, que deram um show de criatividade e perícia para fazer elaboradas maquiagens. ;Demorei quatro horas para me preparar hoje;, contou a drag queen Belle Martinny, 33 anos, enquanto tirava foto atrás de foto a pedido de pessoas que passavam.

Outros militantes destacaram a importância do tema da parada e de lutar por direitos iguais para os homoafetivos nas próximas eleições, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo. ;Muitos candidatos têm falado sobre proteger a família, mas não explicam bem o que isso significa. Nós, do movimento LGBT, não somos contra a família, mas apoiamos que existem outras formas de constituí-la;, defende o ator Vanderlei Costa, 37. ;Fazer a parada no 7 de Setembro é uma forma de reivindicar nossos direitos como cidadãos e de dizer aos políticos que todos somos iguais;, endossa o cabelereiro João Guedes, 45 anos.

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