Vaquinha e sorteio para tirar buldogue da gaiola

Vaquinha e sorteio para tirar buldogue da gaiola

À venda em um pet shop por quatro meses, um buldogue francês ganhou a simpatia de criadores da raça, que fizeram uma %u201Cvaquinha%u201D pela internet para conseguir dar um lar ao animal

JULIANA ESPANHOL
postado em 17/03/2015 00:00
 (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press - 15/3/15)
(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press - 15/3/15)

Após quatro meses de espera, o buldogue francês Ryan finalmente tem um lar. No último fim de semana, o filhote, de 6 meses, foi adotado pela família do supervisor de informática Flávio de Arruda, 38 anos. Para chegar à casa do novo dono, porém, o cãozinho precisou da ajuda de, pelo menos, 60 pessoas, que se mobilizaram para tirar Ryan da antiga moradia: uma gaiola de pet shop. Em três dias de campanha pela internet, o Clube do Bulldog Francês de Brasília arrecadou R$ 2,2 mil, com ajuda que veio até de gente que não mora na capital. Depois, houve um sorteio entre todos os contribuintes, em que Flávio foi contemplado. ;É uma grande felicidade trazer o Ryan para casa. Agora, nosso outro buldogue, o Rambo, terá companhia;, comemora.


Coincidentemente, foi Flávio quem notou a situação do cachorro. ;Em novembro do ano passado, passando por um pet shop, vi que ele estava à venda e mandei uma foto para o grupo. No mês seguinte, outra pessoa do clube viu que ele ainda estava lá. Como Ryan não foi adotado até março, resolvemos fazer a vaquinha para resgatá-lo;, explica. O nome do cão, inspirado no famoso filme de Steven Spilberg, não poderia ser mais adequado.


O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) criou uma resolução, em vigor desde 15 de janeiro, que institui regras para a exposição de pets em vitrines e gaiolas. As normas, porém, são pouco claras e não proíbem que o animal fique exposto na loja.


Camila Brandão de Lucena, 31 anos, criadora do clube e responsável pela mobilização, explica que uma série de exigências foram feitas a quem fosse criar o animal. ;Fizemos um termo de adoção, em que o dono se compromete a castrar o cachorro, não vendê-lo nem maltratá-lo. Queríamos ter certeza de que ele estaria num ambiente saudável;, afirma. Camila esclarece também que a compra de Ryan foi um ato isolado. ;Nós nos sensibilizamos pela história dele, por isso fizemos a campanha. Porém, não temos intenção de estimular o comércio de animais e, provavelmente, não faremos outras ações como essa;, explica.


Vanessa Balduíno, 38, mulher de Flávio, confessa que ficou um pouco apreensiva ao saber sobre o novo membro da família, mas acabou aprovando o bicho de estimação. ;Eu amo cachorro, mas fiquei um pouco preocupada porque moramos em apartamento;, diz. As filhas do casal, Bruna, 13, e Sophia, 4, ficaram animadas ao saber que teriam mais um amigo para brincar. ;Sempre brinco que o Rambo (outro cachorro da família, de 2 anos e 4 meses) é o irmão mais novo delas, então agora elas têm mais um irmãozinho;, brinca Vanessa. Para o casal, as principais vantagens da raça são a sociabilidade, a adaptação do animal a ambientes menores e o pelo curto, menos propenso a causar alergias.

Associação
Camila pretende, agora, criar um grupo de apoio Amigos do Ryan para arrecadar ração e medicamentos a organizações ou cuidadores independentes que atuem em prol da causa animal. ;Ryan acabou se tornando a mascote do nosso grupo, por isso a escolha do nome;, diz. A iniciativa está em desenvolvimento. Interessados em ajudar ou saber mais sobre o projeto podem acessar a página do Clube do Bulldog Francês de Brasília no Facebook, em www.facebook.com/groups/clubedobulldogfrancesbrasilia.

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