Boas ações

Boas ações

Brinquedos, roupas e calçados são alguns dos itens que a garotada retira das gavetas dos armários para dar de presente a quem mais precisa. Os que praticam o desapego garantem que vale a pena ajudar ao próximo e ainda dar uma geral no quarto. Confira!

postado em 28/11/2015 00:00
 (foto: André Violatti/Esp. CB/D.A Press)
(foto: André Violatti/Esp. CB/D.A Press)

;Meu coração diz que eu tenho que doar;

Filha de professora que dá aulas para crianças em situação de risco em escola pública do Distrito Federal, Ananda Hadassa, 7 anos, já mostra uma grande consciência social e se preocupa com a situação vivida pelas crianças carentes, já que ela convive com os alunos da mãe nos eventos escolares.


; Quando vejo essas crianças passando por dificuldades, quero dividir o que tenho com elas. O meu coração diz que eu tenho que doar, ainda mais porque tenho muitos brinquedos, revela a menina.
Para fazer as doações, basta o desejo de presentear alguém com algum brinquedo para fazer o Natal de alguma criança mais divertido.


; Gosto de dar não apenas brinquedos que não uso, mas também os que eu acho mais legais. Se não prestar mais, prefiro nem dar; eles têm que estar bons para brincar, assim como os sapatos e roupas, diz Ananda.
O momento de escolher o que será doado é regado com carinho:


; Primeiro, pego todas as caixas que tenho de brinquedos. Depois, vou separando o que quero doar, caixa por caixa.
Os itens que recolhe no quarto repleto de ursinhos e passatempos são destinados às famílias das crianças que estudam na escola onde a mãe trabalha e às campanhas de arrecadações de doações feitas pela igreja que a família frequenta.

A palavra de ordem é desapego!

Os irmãos Luiza de Jesus Matos, 9 anos; Rebeca 7; e Jorge Luís, 4, são um trio e tanto quando o assunto é desapegar-se para ajudar ao próximo. O costume, que veio da avó e permanece até hoje na rotina da mãe, passou primeiro para Luiza, que, desde os 4 anos, separa bonecas e peças de roupas que estão sem uso no armário para entregar a outros pequenos. Em seguida, o hábito contagiou Rebeca. O mais novinho, no entanto, não gostava nada da ideia de abrir mão dos brinquedos. Com o tempo e vendo o exemplo das irmãs mais velhas, hoje, Jorge Luíz quer doar até os brinquedos queridinhos.


; Neste Natal, eu vou doar o meu patinete, diz.


A turminha doa tanto brinquedos quanto roupas, calçados e livros para creches que atendem crianças carentes.
; Sei que existem meninos e meninas que não têm roupas para usar nem brinquedos para brincar. É uma forma de deixá-l0s mais felizes, explica Luiza.


Em datas comemorativas, como Natal, Páscoa e Dia das Crianças, o preparo do agrado para outras crianças é certo na família. Não para por aí: no aniversário de cada um deles, além de ganhar mimos da mãe pela data, a garotada também separa objetos para doar.


; Acho legal, porque assim, além de ganhar presentes, também posso presentear outras crianças. Isso alegra o meu aniversário, diz Rebeca.


Apesar de o desejo de fazer o bem ser a principal razão para o trio manter a prática solidária, a ação também ajuda na prevenção de alergias causadas por locais com muita poeira e a manter o quarto sempre organizado.
; A gente tem muitos brinquedos. Se deixarmos todos aqui, fica um bagunça só, conta Luiza.

;Eu quero ajudar;

Na escola, Vinícius Feitosa da Silva, 11 anos, é aluno nota 10 não apenas quando o assunto são provas e trabalhos escolares, mas também na hora de arrecadar doações para as campanhas solidárias realizadas pelo colégio Cor Jesu, onde estuda há 7 anos. Desde que entrou na escola, ele é um dos alunos mais engajados nos projetos que são desenvolvidos pela instituição para ajudar creches do DF. Neste Natal, a escola está arrecadando doações para a Creche Alecrim, localizada na Estrutural , e o garoto levou a sua contribuição, que inclui brinquedos, roupas e livros.


; Assim como tenho o direito de ter as coisas, os outros também têm. Como muitas famílias não têm condições de comprar, quero ajudar. Já doei uma mochila e até uma árvore de Natal! Sempre que tem alguma coisa em casa que quero doar, falo para a minha mãe, conta o garoto.


Representante da turma da qual faz parte, Vinícius dá aula de conscientização para os colegas incentivando todos a vestirem a camisa das campanhas:


; Digo a eles que ajudar ao próximo é uma grande atitude que a gente pode ter, e eles sempre ajudam.
O exemplo do garoto não fica somente na escola. Em casa, ele convida todos a entrarem no clima solidário:
; Todas as vezes que estou arrumando as minhas coisas para doar, eu pergunto para os meus pais se eles não têm algo também, e todos acabam contribuindo!

;Não é legal deixar o brinquedo parado;

Marcus Thomaz Araújo, 11 anos, aprendeu com a mãe o generoso gesto de se desapegar de itens pouco utilizados que podem ser muito bem-vindos para outras pessoas. O garoto vê a mãe separando de tudo um pouco para enviar para o Maranhão(a cidade natal dela) várias vezes por ano, desde bem pequeno.


; Quase todo mês, separo o que não uso muito e dou para a minha mãe. Não é legal deixar o brinquedo parado no quarto e a gente ficar só olhando, enquanto outra criança pode querer brincar com ele, diz o menino.
Além disso, a atitude ajuda Marcus a deixar o quatro organizado.
; Fica mais fácil arrumar, explica o garoto.


Antes de enviar as doações para os pequenos do Nordeste, a família checa se está tudo prontinho e adequado para a garotada de lá usar.
; A gente manda tudo organizado, limpo e em bom estado, garante Marcus.

Como selecionar e organizar o que você vai doar

Para a garotada que também deseja se desapegar de brinquedos e tudo mais que está somente ocupando espaço no quarto, a consultora em organização Renata Muniz dá dicas para ajudar na hora de escolher e organizar as doações:

; Além de fazer outra criança feliz, doar é importante até por uma questão de espaço. O ambiente cheio de brinquedos guardados sem finalidade mais atrapalha
do que ajuda a brincar. Não é bom ter mais espaço para
realizar as brincadeiras?
; É legal doar os brinquedos que estão há mais de seis meses sem uso e os que não são mais compatíveis com a idade da criança. Já roupas e calçados podem ser aqueles que não cabem mais ou não vestem tão bem no pequeno.

; Tudo o que estiver sem condições de uso, como roupas rasgadas, furadas ou manchadas; calçados com um pé só ou estragados; e brinquedos quebrados que não possam ser consertados, ou em que estejam faltando partes essenciais, deve ser descartado. É preciso que as doações estejam apresentáveis e em boas condições. Para n

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