Moody´s reafirma visão negativa

Moody´s reafirma visão negativa

postado em 17/12/2015 00:00

A revisão para baixo da meta de superavit primário para 2016 ;está em linha com a decisão da Moody;s de colocar o rating do País em revisão para rebaixamento;, comentou ontem Samar Maziad, vice-presidente e analista sênior da agência.
Em nota a jornalistas, ela destacou a posição adotada pela Moody;s, na semana passada, que considera a piora do cenário fiscal e de outros indicadores macroeconômicos. ;Na nossa visão, diminuiu a capacidade do governo de reportar superavits primários grandes o suficiente para estabilizar as proporções da dívida;, apontou.


Samar destacou as perspectivas negativas para o Produto Interno Bruto (PIB) e para as contas públicas em 2016. ;Se o cenário fiscal e de queda do crescimento for mantido, como será possível manter o rating do Brasil?;, questionou.


A agência internacional colocou o rating do país em revisão, na semana passada, para possível rebaixamento, o que poderá ser definido em até três meses a partir daquela decisão. A Moody;s projeta que o Brasil apresentará deficit primário de 1% do PIB em 2015 e também em 2016, e prevê que a economia terá queda de 3,5% neste ano e 3% no próximo.

Retração

Previsões pessimistas para a economia brasileira também são feitas por bancos e consultorias nacionais. O PIB mensal calculado pelo Itaú Unibanco (Pibiu), por exemplo, caiu 0,7% em outubro ante setembro e recuou 6,1% na comparação com outubro do ano passado. Segundo a instituição, os fundamentos e indicadores antecedentes continuam apontando para retração da atividade econômica nos próximos meses. A perspectiva do banco é que o indicador recue 0,1% em novembro. A variação negativa acumulada em 12 meses atingiu 2,7% em outubro.


Segundo o Itaú, houve aumento em somente dois de um total de 10 índices uados para calcular o Pibiu. Na desagregação por atividades, a indústria de transformação recuou 0,3%, a indústria extrativa caiu 2% e a produção de insumos da construção civil perdeu 0,9%. Pelo lado positivo, houve alta de 0,4% na agropecuária e expansão de 2,8% em serviços industriais de utilidade pública. O Itaú estima que o PIB do quarto trimestre, calculado pelo IBGE, terá contração de 1,1% ante o período anterior.



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