Testes controversos com mosquitos

Testes controversos com mosquitos

postado em 17/02/2016 00:00
A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou ontem comunicado em apoio a métodos controversos para combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus zika, dengue, chikungunya e febre amarela. Entre eles, os testes com mosquitos geneticamente modificados por radiação gama e infecção bacteriana.

Segundo a OMS, embora a eliminação dos criadouros seja a medida mais eficaz, na atual situação, há a necessidade de acrescentar outras ações de controle. Uma pesquisa divulgada esta semana pela Fiocruz-PE e pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) usa radiação gama para esterilizar mosquitos e incapacitar os espermatozoides passados para a fêmea, gerando ovos sem as larvas do inseto. Como o acasalamento da fêmea ocorre apenas uma vez, sua reprodução se encerra.

O Aedes é esterilizado na fase de pupa, antes da fase adulta. A técnica já havia sido utilizada nas ilhas Cayman (sul do Caribe), onde cerca de 3 milhões de mosquitos modificados foram liberados, entre 2009 e 2010, levando a redução de cerca de 80% da população do transmissor. No Brasil, os testes já foram feitos em Juazeiro, na Bahia, e em Piracicaba, São Paulo, onde houve redução de mais de 80% do inseto.

O Núcleo de Bioprospecção e Conservação da Caatinga (NbioCaat), que integra o Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCTI), estuda o uso de óleos extraídos de duas plantas da Caatinga, a Umburana e Cutia, para combater o mosquito.

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