>> Sr. Redator

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postado em 20/05/2016 00:00
Rombo
Ao acompanhar o noticiário de quarta-feira, notei que, ao longo do dia, o rombo nas contas públicas começou em R$ 150 bilhões, passou para mais de R$ 160 bilhões e, ao fim do dia, somava R$ 200 bilhões. Estranho os números do governo, pois, ao mesmo tempo, as autoridades diziam que ainda estavam fazendo uma avaliação dos gastos e das dívidas dos respectivos ministérios. Ética e transparência, além de moralidade, foram cobranças de todos que foram às ruas contra o governo petista. O que começamos a ver é que falta coerência do governo provisório, que tenta se legitimar ante a sociedade e, definitivamente, implodir a gestão anterior. Faltar com a verdade não parece ser um bom caminho.
; Adalberto Martins,
Noroeste

Previdência

A reforma da Previdência Social é o tema da hora. Antes de qualquer estudo profundo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fala em elevar a idade mínima para efeito de aposentadoria. O Correio (19/5) informa que cerca de R$ 90 bilhões são perdidos pelos ralos da desoneração de folhas de pagamento, falta de rigor na concessão de benefícios, sonegação e, na esteira, os mais variados desvios. Não seria o caso de o governo passar um pente-fino em todo o sistema, identificar os ralos pelos quais escoam as contribuições e facilitam a corrupção antes de penalizar os que estão próximos a aposentar? Por que os servidores públicos não contribuem para a Previdência? Por que eles acumulam tantos benefícios que lhes permitem garantir proventos acima do teto máximo? Por que parlamentares têm direito a aposentadoria como se o mandato fosse atividade de carreira? E o Judiciário, que pune juízes criminosos com aposentadoria compulsória e salário integral? Antes do discurso terrorista de que todos poderão ficar sem o benefício é preciso uma revisão dos critérios de modo que todos, sem exceção, recolham aos cofres da Previdência.
; Ernesto Gonzaga,
Asa Sul

Náufraga

O descompasso de Dilma e o seu PT chegou ao fim. A presidente afastada achava que foi mais decisiva na sua reeleição do que a máquina petista. O fato é que as escolhas de Dilma representaram a diluição do PT cuja esquerda desprezou a direção econômica do ex-ministro Joaquim Levy ou as diretrizes agrícolas de Kátia Abreu. Na política, quem conhece Dilma não acreditava em nenhuma guinada conciliadora no segundo mandato, pois era explícito sua falta de habilidade nas relações com o Congresso e os partidos políticos. Pairou como mancha escura no horizonte o escândalo das petropropinas, que teve impacto formidável no Congresso. Dilma talvez queria primeiro ver o tamanho do estrago, cujos estilhaços poderiam chegar até, nesse caso, com efeito terminal ao principal gabinete do Palácio do Planalto. A presidente ficou com um olho no peixe e outro no gato. Naufragou sozinha.
; Renato Mendes Prestes,
Águas Claras

Governo do DF

Não sou jornalista, mas acompanho a par e passo o noticiário, por meio do Correio, da internet e de outros periódicos. Notei que o renomado jornalista Luciano Suassuna será o futuro secretário de Comunicação do governo Rodrigo Rollemberg. Bom para o governo, mas tenho dúvidas de que seja bom para o belíssimo profissional. Para ter a imagem revigorada, Rollemberg tem, antes de mais nada, que produzir fatos que mostrem sua capacidade de gestor. Há 18 meses à frente do Palácio do Buriti, Rollemberg não conseguiu produzir fatos importantes que impactassem positivamente na vida dos brasilienses. Suas promessas de campanha não passam de lembranças dos programas da campanha eleitoral. No campo da saúde, da segurança, do transporte público, da habitação nada expressivo ele conseguiu realizar. Como ainda faltam mais de dois anos para ele se despedir do Buriti, seria precoce afirmar que o socialismo foi um fracasso no DF.
; Daniel Pacheco,
Asa Norte

Aperto

O presidente em exercício, Michel Temer, está passando aperto com a Câmara dos Deputados. O nível do colegiado é muito rasteiro. Figuras com uma ficha pregressa vergonhosa conquistam cargos que depõem contra a preocupação do governo interino de passar uma imagem de seriedade no trato da coisa pública, em contraponto à gestão anterior. Mas, do jeito que vários aliados se comportam, o que vemos é algo que mais se assemelha a uma matilha do que a um grupo de homens e mulheres preocupado com o destino do país. Quem fez coro aos que se opunham ao descalabro petista tem dificuldade de ver a diferença entre o antes e o agora. Temer precisa se mexer. Há muitos Cunhas querendo espaço no atual governo, o que é muito perigoso.
; Juliano Delmar,
Jardim Botânico

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