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postado em 25/10/2016 00:00
Judiciário

Vergonhosa a informação que circula hoje na mídia. Em média, mais de 80% dos magistrados ganham acima do teto salarial do setor público em todo o país, devido a benefícios que eles próprios julgam a seu favor, como auxílio-moradia, gratificações e auxílio-educação. Pior: ainda brigam por reajustes muito acima da inflação acumulada no ano anterior. Têm direito a carro oficial entre outras vantagens, pois não se sentem mortais comuns. E o governo federal propõe um arrocho coletivo com a limitação dos gastos públicos, que afetará principalmente as camadas menos favorecidas da população, que, quando não está desempregada, é trabalhador da iniciativa privada. Que país é este? Para piorar, os benefícios e mordomias concedidos aos inúteis parlamentares custam quase R$ 1 bilhão por ano. Governo Temer, tenha santa paciência. Refaça a PEC 241 e frite e gordura que há nos Três Poderes.
; Zulmira Quinté,
Park Way


; Entre as instituições, o Judiciário tem baixo índice de credibilidade. A tentativa de recuperação da imagem por meio da Lava-Jato está eivada de controvérsias. Agora, para piorar, sabe-se, por meio da imprensa, que a maioria dos juízes ganham muito acima do teto salarial para o serviço público e ainda reclamam aumento da remuneração, como se fossem os mais miseráveis dos brasileiros, que sobrevivem com R$ 880 mensais. Os salários dos juízes estão em torno de R$ 50 mil. Se todo o dinheiro para o setor público sai do caixa da União, há de se questionar quando o governo fala em deficit da Previdência Social e preserva mordomias que nunca deveriam ter existido. É mais fácil punir o trabalhador comum do que encarar magistrados e parlamentares, que, inegavelmente, são escórias, pois legislam em causa própria para não serem punidos pelos próprios crimes. Mais grave: têm amparo no Judiciário.
; Assis Bhenz Mesquita,
Lago Sul


Água

De norte a sul, o Brasil enfrenta crise hídrica na maioria das unidades da Federação. Enquanto isso, de forma silenciosa, o governo discute a exploração pela iniciativa privada do Aquífero Guarani, uma das maiores reservas de água potável do planeta. Com uma área de 1,2 milhão de km;, dos quais dois terços estão no subsolo brasileiro, precisamente nos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. O restante entre Argentina, Paraguai e Uruguai. A exploração se daria por meio do Programa de Parceria e Investimento. Na disputa estão as transnacionais Coca-Cola e Nestlé. Água para a presente e futuras gerações será para quem tem dinheiro. A mídia precisa explorar esse tema e evitar que essa atrocidade se consuma.
; Maria Guadalupe Aroeira,
Lago Norte


; A natureza conspira contra o brasiliense que não soube usar a água. Com a baixa no reservatório da barragem de Santo Antônio do Descoberto, o consumidor terá a conta aumentada em até 40%, para alegria dos cofres do GDF, incapaz de fazer o gerenciamento dos recursos hídricos da capital federal. As fontes de água potável foram dizimadas por governos anteriores, que permitiram a ocupação ilegal das terras públicas e consolidou assentamentos sem qualquer estudo das potencialidades naturais. Vamos pagar alto preço pelos sucessivos desgovernos do Distrito Federal.
; Maria Hermínia de Almeida,
Asa Sul


Legislativo

Mais de 50% dos deputados distritais têm pendência judicial. Como se vê, a Casa do Espanto é uma organização criminosa. Corroboram o entendimento os sucessivos escândalos que envolvem os distritais, sem contar com as aberrações jurídicas que produzem e que não seguem adiante porque são inconstitucionais. Mas a responsabilidade maior é do eleitor brasiliense que elege pessoas inadequadas para o cargo de legisladores locais. Apesar dos equívocos do eleitorado, está na hora de o Ministério Público e a Polícia Federal deflagrarem a Operação Lava-Distrital.
; Wilson Cosme
Asa Sul


Pandora

Do jeito que o Judiciário vem tratando o escândalo conhecido como Caixa de Pandora, em breve, todos serão inocentes e há o risco de a turma do Arruda se candidatar ao Palácio do Buriti e ser vitoriosa. Segundo ele, quando deixou o governo, havia 1.200 obras em andamento. Os sucessores não conseguem sequer arrumar as calçadas do Plano Piloto, o que dirá das cidades ao redor. Levando-se em conta o padrão dos deputados distritais, é baixo o risco de errar ao se prever que Brasília está fadada à miséria no que diz respeito a legisladores e governantes.
; Joaquim Afrânio Bezerra,
Águas Claras

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