» Duas perguntas / Adirley Queirós

» Duas perguntas / Adirley Queirós

postado em 31/10/2016 00:00
 (foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)
(foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)


Seu novo filme Mato seco em chamas terá coprodução europeia. Como está o processo de orçamento dele e quais os benefícios na estruturação?
Teremos a participação da produtora portuguesa Terratreme. Eles vieram depois de conferir nossos outros filmes da Cinco da Norte, Branco sai, preto fica e A cidade é uma só. Os representantes portugueses têm até a vontade de fazer esses filmes circularem internacionalmente. Entram com mais elementos de produção, no primeiro intercâmbio, na associação entre Ceilândia e Europa. Com os portugueses, ficará mais fácil vender o longa para a tevê estrangeira, e teremos potencializada a circulação do filme. Portugal aportará R$ 500 mil para filmarmos no Brasil, passado um processo de seleção em que disputamos com 50 outros projetos. Na constituição de orçamento, só teremos acesso aos recursos de fora, com a efetivação do edital do FAC previsto para trazer R$ 1,9 milhão para o longa.

Do que trata e como será o cronograma de Mato seco em chamas?
Será um filme de ação, com ficção clássica desenvolvida em 120 páginas de roteiro. Devemos filmar em agosto de 2017. Mas a pré-produção será montada a partir de janeiro. Haverá uma escolha de elenco complexa, num trabalho a ser desenvolvido em seis meses. Teremos uma atriz central, tipo coringa do filme, mas teremos atrizes saídas do cotidiano: uma feirante, uma cantora, uma aluna de escola pública e ainda uma atendente de posto de gasolina. Será uma aventura, um bang-bang feminino, com a porta de entrada para a trama, numa boca de fumo que some, em quatro minutos de filme. As mulheres entram em cena e mudam a história: tomam de conta. Petróleo será descoberto na Ceilândia, e elas reivindicam, sem didatismo, benesses públicas que poderiam vir com a riqueza do pré-sal e afins.

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