Brasília passeia contra lanterna

Brasília passeia contra lanterna

Maíra Nunes
postado em 14/12/2016 00:00
 (foto: Hugo Gonçalves/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Hugo Gonçalves/Esp. CB/D.A Press)



Na quarta temporada que disputa na Superliga Feminina, o Brasília Vôlei vem assumindo postura de ;time grande;. Não está entre os quatro de maior investimento da competição, mas em quadra derrotou três deles: Osasco, Minas e Praia Clube. Parou apenas diante do Rio de Janeiro, na semana passada. Do último compromisso contra o rival carioca, líder do campeonato, o calendário da competição reservou para a equipe brasiliense o lanterna, ontem. Na volta à casa após três partidas fora, o time do DF não teve dificuldades diante do Valinhos para conquistar a sétima vitória em nove jogos.

O triunfo por 3 sets a 0, parciais de 25/15, 25/20 e 25/23, em 1h16, ocorreu com parte das arquibancadas do Ginásio Sesi Taguatinga vazia. A atenção das donas da casa também não foi a mesma da vista quando do duelo diante do Rio de Janeiro. Mesmo em meio a um começo de jogo tranquilo, a bicampeã olímpica Paula Pequeno não aliviou na comemoração após explorar o bloqueio para marcar 8 x 5. De frente para o adversário, sobrou uma provocada da atleta pela marcação polêmica da arbitragem no ponto anterior. O técnico do Valinhos, André Rosendo, esbravejou. Restou ao treinador Anderson Rodrigues, da área técnica do Brasília, acalmar os ânimos.

Deu certo. O primeiro set terminou favorável às candangas com folga, ainda que tenham errado mais do que a média dos demais confrontos. Nem assim Anderson Rodrigues gesticulou como de costume. Depois de encarar quatro pedreiras de forma consecutiva na Superliga, era a vez de o Brasília Vôlei assumir papel de favorito em um duelo. Na segunda parcial, o confronto deu uma equilibrada. Nem por isso, o técnico desperdiçou a oportunidade de testar mais peças do elenco, como a central Lari, a ponteira Sabrina e a líbero Fê Oliveira, todas de 25 anos, além da central Ana Guth, 24, e da oposta Letícia Bonardi, 21.

;Preciso dar rodagem às minhas outras atletas. Preciso ter peça de troca. O adversário, às vezes, pode entender como desrespeito colocar as reservas, mas não é. Tenho de resguardar meu time fisicamente;, explica o comandante.

Enquanto isso, as titulares se revezavam em quadra ; os desfalques ficaram por conta da central Roberta, poupada por estar com dores nos joelhos, e a ponteira Mari Helen, com tendinite no joelho direito. Quando o placar marcava 2 sets a 0, Paula Pequeno já estava bem mais calma. Nesse jogo, as titulares assumiram papel de conselheiras ; e, por vezes, de torcedoras. Sobraram aplausos e gritos de incentivo enquanto observavam, do lado de fora, a atuação das colegas, que fecharam o terceiro set por apertados 25 x 23. A festa ainda teve como ;brinde; o troféu Viva Vôlei, de melhor da partida, à jovem Larissa. O Brasília volta a atuar amanhã, contra o Bauru, fora de casa.

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