Desemprego desacelera

Desemprego desacelera

» ALESSANDRA AZEVEDO
postado em 01/06/2017 00:00

O desemprego ainda está alto no país, com 14 milhões de desocupados, mas começou a desacelerar, revelou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base na versão mais recente da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) contínua, divulgada ontem. Na comparação entre o trimestre encerrado em abril e o encerrado em março, a quantidade de desempregados diminuiu em 200 mil pessoas, na primeira queda mensal do indicador desde novembro de 2014. A taxa de desemprego caiu de 13,7% para 13,6% nessa comparação.

Já o número de pessoas com carteira assinada caiu 1,7% na comparação entre o trimestre terminado em janeiro e o terminado em abril. Ou seja, 572 mil pessoas saíram da formalidade. ;A intensificação da queda do emprego formal foi compensada pelo crescimento do emprego por conta própria;, analisou o economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato Barbosa. Nos últimos três meses, a ocupação por conta própria subiu 5,5%, ante alta de 4,3% nos últimos seis meses.

O otimismo, no entanto, deve ser moderado, porque se trata apenas de uma leve desaceleração. Ao fim dos últimos três meses terminados em abril, 14 milhões de brasileiros estavam desempregados, o que corresponde a uma taxa de 13,6%, a maior para trimestres terminados em abril desde 2012, quando foi de 7,8%. Isso significa dizer que, entre janeiro e abril, 1,1 milhão de pessoas entraram na fila do desemprego. Em um ano, foram 2,6 milhões.

Confiança


Na comparação com o mesmo trimestre de 2016, o número de desempregados aumentou ainda mais: 23,1%. Embora seja alta, foi a menor taxa de crescimento desde o trimestre encerrado em maio de 2015 (18,4%), o que, na opinião de Thaís Marzola Zara, economista-chefe da Rosenberg Associados, ;corrobora a perspectiva de que, no segundo semestre, as notícias serão mais animadoras com relação ao mercado de trabalho;. Ela acredita, porém, que a taxa de desocupação vai crescer até 13,9%, no segundo trimestre do ano, para só depois voltar a cair.

O advogado trabalhista Eduardo Pastore lembra que o último ponto a reagir após crises econômicas é a geração de empregos, que depende da confiança dos investidores. Para ele, se a reforma trabalhista passar no Congresso Nacional, o índice vai melhorar. ;Será um bom sinal para os investidores, porque trará mais segurança jurídica, e também para a sociedade, porque possibilitará a geração de empregos;, argumentou.

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