Eixo capital

Eixo capital

Ana maria campos/anacampos.df@dabr.com.br
postado em 14/07/2017 00:00
 (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)








Bancada do DF unida para derrubar denúncia contra Temer na CCJ

Os três representantes da bancada do Distrito Federal na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados votaram contra o prosseguimento da denúncia por corrupção passiva contra o presidente Michel Temer. Os deputados Laerte Bessa (PR-DF), Ronaldo Fonseca (Pros-DF) e Rogério Rosso (PSD-DF) votaram pela rejeição da acusação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Bessa nunca escondeu sua posição pró-Temer. Foi explícito desde o primeiro momento. Ronaldo Fonseca escondeu o jogo até a votação, mas esteve com Temer e era considerado no meio político um voto contra a denúncia. Rosso também não quis revelar posição. Mas deu sinais de sua posição no início da semana, quando contestou o rito da Câmara para analisar denúncias contra presidentes da República sem produção de provas no Congresso, apenas com base nos elementos constantes da peça do Ministério Público. Foi a indicação de que seguiria com Temer, confirmada ontem. Os três votaram sim ao relatório alternativo, apresentado pelo deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), que defendeu a rejeição da denúncia de Janot.


Contorcionismo para justificar posição

Ninguém entendeu direito o raciocínio do deputado Ronaldo Fonseca (Pros) ao explicar por que estava defendendo um voto contra a ação penal do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer. Ele disse que aceitar a denúncia significaria ficar contra eleições diretas.





Os votos do DF na reforma trabalhista

O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) mais uma vez tem sido bombardeado pela antiga militância petista. Depois de defender o impeachment de Dilma Rousseff, que lhe causou um rompimento até com amigos do PT, agora a DR tem a ver com o voto a favor da reforma trabalhista no Senado. Pelo Twitter, Cristovam justificou: ;Economia tem que ser eficiente, não justa;. Entre os integrantes da bancada do DF, José Antônio Reguffe (Sem partido-DF) votou contra o texto que altera a relação entre patrões e empregados. O senador Hélio José (PMDB-DF) se ausentou da sessão.


Por que votar não?

O senador Reguffe justificou assim seu voto contra a reforma trabalhista: ;A reforma tem pontos positivos e outros que não tenho como aceitar. Da forma que ficou escrito, o texto do trabalho intermitente, tem pessoas que podem ganhar menos que um salário mínimo. Também sou contra grávidas poderem trabalhar em locais insalubres;. Reguffe apresentou emenda para que quem ganha até três salários mínimos ficasse fora da questão do negociado prevalecer sobre o legislado. ;A legislação tem que ser equilibrada. Não pode pender em demasia para um lado;, acredita. O senador, no entanto, votou a favor do destaque sobre o fim da cobrança do imposto sindical. ;Deve ser facultativo e não obrigatório;, disse.




Transparência para evitar novas Drácons

Agora, as emendas parlamentares inseridas no Orçamento devem ser publicadas, no portal da Câmara Legislativa, para que os cidadãos conheçam os remanejamentos de recursos propostos pelos deputados distritais. A Casa aprovou projeto de resolução que define essa obrigação. A proposta foi protocolada pela deputada Liliane Roriz (PTB), que denunciou o esquema de aprovação de emenda para pagamento de dívidas de empresas da área de saúde, o que resultou na Operação Drácon, com a denúncia contra cinco distritais.





Missa e bolo na festa de 58 anos

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) comemorou ontem o aniversário de 58 anos com uma missa na residência oficial de Águas Claras, às 7 horas da manhã. Em seguida, amigos, familiares e integrantes do governo participaram de um café da manhã. Era convite por adesão. Cada convidado desembolsou R$ 50 e não houve custo para os cofres públicos. Hoje, Rollemberg entra de férias. Vai passar uma semana fora do ar. ;Vou dar uma arejada;, disse à coluna.



Carimbando o passaporte

Os deputados distritais Wasny de Roure (PT) e Rodrigo Delmasso (Podemos) vão viajar aos Estados Unidos em agosto com as despesas pagas pelo contribuinte. Eles terão a passagem no trecho Brasília-São Paulo-Boston, ida e volta, e sete diárias custeadas pela Câmara. Os dois distritais vão participar do National Conference of State Legislatures (NCSL), no período de 4 a 11 de agosto, logo depois do recesso parlamentar.



Só papos


;Prevalece, enfim, o ditado: ;não importa o quão alto você esteja, a lei ainda está acima de você;;

Juiz Sérgio Moro, na sentença de condenação do ex-presidente Lula no caso do tríplex do Guarujá



;Quem acha que é o fim do Lula vai quebrar a cara. Na política, quem tem o direito de decretar o meu fim é o povo brasileiro;

Ex-presidente Lula, sobre a condenação que, se for confirmada em segunda instância, acarretará a sua inelegibilidade



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