Roubo de cargas

Roubo de cargas

postado em 06/08/2017 00:00



Com 27 caminhões assaltados por dia no Rio de Janeiro e um aumento de roubo de cargas de 23% em São Paulo este ano, a falta de fiscalização é um dos pleitos prioritários para os transportadores rodoviários. A batalha, segundo o presidente da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC & Logística), José Hélio Fernandes, passa por trocar uma palavra no Projeto de Lei n; 1530/2015, que tramita no Congresso. A punição prevista para as empresas flagradas como receptadoras de carga roubada ;poderá; ser a suspensão do CNPJ ou do CPF. O setor defende a palavra ;deverá;.

;Além dos custos logísticos, a falta de fiscalização resulta num aumento de roubo de cargas. As seguradoras nem contratam mais em regiões como Rio e São Paulo. E, quando o fazem, a franquia é muito alta;, explica Fernandes. Por conta disso, muitas transportadoras contratam rastreamento, escolta, elevam custos e, ainda assim, são vítimas de roubos. ;Algumas desistiram de atuar nesses mercados. O Rio pode até sofrer desabastecimento;, alerta o presidente da NTC.

Com um espectro de atuação enorme ; que engloba segmentos de alimentos, cargas perigosas, produtos refrigerados e carga viva ;, o setor luta por uma legislação que atenda a todas as áreas. ;Porém, o marco regulatório é incipiente. O relatório recém foi divulgado. Teremos de fazer do limão uma limonada;, diz. Fernandes ressalta ainda que no Congresso ninguém domina um projeto do setor, e existem muitos interesses, ;dos trabalhadores, dos carregadores, dos embarcadores;. ;Além disso, somos regulados por muitos órgãos;, detalha.

Outro pleito é a implantação de rodoanel nos principais centros urbanos. ;No DF, já tentamos tirar o movimento de caminhões da EPIA. Faz mais de 15 anos que buscamos uma solução para isso;, lamenta. A Lei dos Caminhoneiros é um exemplo do quanto a mobilização setorial unificada pode atingir os objetivos, ainda que leve um tempo. ;Ela foi costurada dentro da CNT, com a participação de todos os setores envolvidos. Levou quatro anos e ainda está sendo implementada, mas já vem melhorando muito o trabalho dos transportadores;, lembra Fernandes.




Comissão especial está parada

A quantidade de projetos no Congresso sobre o Código Brasileiro de Trânsito provocou a criação de uma comissão especial sobre o tema. Relatada pelo deputado Sergio Brito (PSD/BA), a comissão unificou mais de 100 PLs, mas está parada. De acordo com a assessoria do partido, quando o Congresso retomar seu ritmo normal, voltará à pauta. O setor ferroviário aguarda a troca de uma sentença no código. Da frase que determina aos motoristas, ciclistas e pedestres ;pararem; diante de um cruzamento férreo para ;darem a preferência;. Isso porque as pessoas param, obedecendo à lei, mas, ao perceberem que o trem ainda vai demorar alguns segundos para passar, aceleram e cruzam os trilhos. Essa imprudência é responsável por muitos acidentes e custos elevados para o setor ferroviário.



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