Muito além das cataratas

Muito além das cataratas

Na região de Niágara, a diversão chega em estado líquido. As famosas quedas d'água são o retrato da força da natureza, enquanto os vinhos aquecem o coração e o paladar do visitante

» GUILHERME GOULART
postado em 15/11/2017 00:00
 (foto: Fotos: Guilherme Goulart/CB/D.A Press)
(foto: Fotos: Guilherme Goulart/CB/D.A Press)


A 1h30 de ônibus de Toronto, fica outra grande atração da província de Ontário, no Canadá: Niágara. O destaque fica por conta das famosas cataratas, que atraem cerca de 20 milhões de turistas por ano, mas também há dezenas de vinícolas que tornam toda a região especial. Do lado canadense, vê-se os Estados Unidos, representado por Buffalo, no estado de Nova York. Portanto, o conjunto de três cachoeiras dividem não só os lagos Erie e Ontário como formam, geograficamente, uma fronteira internacional.

É dali que o visitante fica minúsculo diante das quedas d;água. Cenário de filmes como Niagara e Super-Homem 2 e relevante fonte de energia hidrelétrica, as cataratas oferecem inúmeras formas de explorar a região, além dos mirantes. Certeza é de que, com raras exceções, a maioria dos passeios são molhados, o que garante a alegria de crianças e adultos nos meses mais quentes. O importante é aumentar os cuidados, pois toda a área é considerada zona de risco e exige responsabilidade por parte dos turistas.



Durante o verão, o melhor jeito de conhecer as quedas d;água é de barco. Em épocas mais geladas, como em outono, a quantidade de passeios em embarcações diminui. Por isso, há alternativas. É possível, por exemplo, descobrir as cataratas por dentro, a partir de túneis construídos embaixo delas. Quem encara o passeio recebe uma capa de chuva amarela para não se molhar tanto. Mas serve de alerta: o banho é praticamente inevitável.

Para quem gosta de aventura e de um friozinho na barriga, não há opção mais emocionante do que um sobrevoo de helicóptero. O preço é salgado, mais de 100 dólares canadenses (R$ 258), mas a viagem de 10 minutos dá a dimensão do falha geológica. Pelo ar, enxerga-se com exatidão a beleza das cachoeiras e a intervenção humana em todo o complexo de produção de energia. O passeio tem narração em português, mas não se ouve uma palavra diante da maravilha do local. A viagem, em dias de pouco vento, é bem tranquila e sem sobressaltos.



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