Versão despojada

Versão despojada

Mais um Creta com motor 2.0, modelo Sport ganhou detalhes em preto brilhante e preço maior que as demais versões

» Pedro Cerqueira Especial para o Correio
postado em 01/02/2018 00:00
 (foto: Fotos: Hyundai/Divulgação)
(foto: Fotos: Hyundai/Divulgação)


A Hyundai Motor Brasil deve estar orgulhosa do seu Creta, que já no ano de estreia conseguiu a segunda colocação em vendas no segmento dos SUVs compactos. Os coreanos são espertos e, como estratégia de vendas, disponibilizaram desde uma versão mais barata (a partir de R$ 76.350), com motor 1.6 e câmbio manual, para competir com os utilitários-esportivos de entrada, até uma mais cara e bem equipada, com motor 2.0 e câmbio automático. A marca está tão confiante que aproveitou a virada do ano para ;remarcar; os preços do modelo. E foi sem dó. Para se ter ideia, a versão de entrada custava
R$ 72.990, uma diferença de R$ 3.360.

Se parte do sucesso alcançado pelo Creta é a boa oferta de versões, o modelo ganhou uma nova opção no fim do ano passado. O Creta Sport passa a ser uma segunda opção disponível com motor 2.0 flex, situado abaixo da versão 2.0 Prestige. Por fora, a novidade é o pacote Black Design, que pinta em preto brilhante elementos como a moldura da grade, retrovisores, barras do teto, protetores dos para-choques e antena. A versão também ganhou um defletor de ar com design mais ousado e rodas diamantadas de17 polegadas. O resultado alcançado foi um visual mais despojado.




A bordo

O interior também embarcou na onda do luto, num pacote batizado como Sport Luxury, que traz até colunas, para-sóis e tecido que reveste o teto em preto. O banco mescla couro e tecido. Apesar de correto, o acabamento é simples demais para um veículo que beira os R$ 100 mil, com muito plástico duro. O couro está disponível em locais com os quais o motorista e os passageiros têm mais contato, como painéis de porta, apoio de braço e volante. Já o tapete de borracha tem aparência muito ruim.

O espaço interno é bom, porém, o conforto do passageiro do meio fica prejudicado pelo avanço do console central. O porta-malas é espaçoso e abriga o estepe (de uso temporário). O ar-condicionado contempla duas saídas para o banco traseiro. Com os ajustes do banco e do volante, motoristas de qualquer estatura encontram boa posição de dirigir. Já a coluna C, excessivamente larga, compromete a visibilidade traseira. Outra coisa que aborrece no dia a dia é a falta do velocímetro digital, já disponível em modelos bem mais baratos.



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