Plácido Fernandes

Plácido Fernandes

PLÁCIDO FERNANDES VIEIRA
postado em 14/05/2018 00:00
O Brasil é mesmo um país de grandes contradições. Apesar de pesquisas apontarem a corrupção como a preocupação número um do brasileiro, o candidato do partido suspeito de liderar o maior esquema de ladroagem já descoberto no país segue em alta nas pesquisas de intenção de voto, mesmo depois de condenado e preso. O nome dele é Lula, e o partido é o PT. A sucessora dele, Dilma, enfiou o país na pior recessão da história, levando milhares de empresas a fecharem as portas e a desempregarem milhões de pessoas.

Dilma perdeu as condições de governabilidade depois de brigar com o então aliado e todo-poderoso Eduardo Cunha, do MDB, partido sócio do PT, segundo investigações da Lava-Jato, no bilionário assalto aos cofres públicos. Assim como Lula, Cunha também foi julgado, condenado e está preso em Curitiba. Mas, ao contrário de Lula, não há romaria de políticos brigando para visitá-lo nem uma claque na porta da PF, todas as manhãs, a lhe desejar bom dia!
Voltando a Dilma: sem traquejo político, a petista acabou destituída por um impeachment. O vice dela, Temer, do MDB, igualmente alvo de investigações da Lava-Jato, assumiu o Planalto. Impopular, mas pragmático, montou uma eficiente equipe econômica e conseguiu tirar o país da recessão. Mesmo assim, fustigado por denúncias de corrupção, amarga os piores índices de rejeição da história de um presidente da República no país. Até a Petrobras, coitada, que parecia não ter mais salvação após as gestões petistas, voltou a ser a empresa mais valiosa do país sob o comando de Pedro Parente.

Nessa história, falta o PP, também apontado pela Lava-Jato como sócio do PT na maracutaia que teria desviado mais de R$ 40 bilhões da Petrobras. Pois bem: o PP, apesar de ser o partido com o maior número de políticos enrolados no escândalo do petrolão, foi o que mais cresceu no Congresso Nacional. Se fosse uma quadrilha, tudo bem. Mas, pasmem, o Legislativo é o principal pilar da democracia. Todos os que estão ali foram eleitos nas urnas. O Congresso é um espelho do Brasil. De todos nós.

Nas eleições deste ano, bem que a história poderia ser outra. E não basta o político ser honesto para merecer o voto. Isso é obrigação. Antes de tudo, ele precisa ter um programa de governo viável. E que passe longe do populismo barato, de direita ou de esquerda, que sempre custa muito a qualquer democracia que se preze.

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