Brasília-DF

Brasília-DF

por Alessandra Azevedo (Interina) » alessandraazevedo.df@dabr.com.br
postado em 01/06/2018 00:00



Operação de guerra para evitar apagões e surto de diarreia

No meio de toda a negociação com os caminhoneiros, para tentar reverter a greve, o governo teve de montar uma operação de guerra para minimizar o caos. Na sexta-feira, quando o movimento radicalizou, acendeu o sinal de alerta de que os estados de Rondônia e Roraima poderiam ficar sem energia. Ou seja, enfrentariam um apagão. Se isso ocorresse, doentes em hospitais poderiam morrer, o comércio corria o risco de saques e a violência se espalharia.

Para garantir o fornecimento de eletricidade, as forças de segurança assumiram a distribuição de óleo diesel para abastecer as termelétricas da região, onde o levante dos caminhoneiros estava bem feroz. Conseguiu-se montar um estoque de combustível para três semanas.

Nessa empreitada, o Planalto também atuou para suprir concessionárias responsáveis pelo abastecimento de água, sobretudo no Sul do país. Sem produtos químicos para o tratamento da água, as empresas poderiam disseminar surtos de diarreia e outras doenças por várias cidades, sobrecarregando as redes hospitalares, que já sofriam com a escassez de medicamentos por causa da suspensão do transporte de carga.

Parte desse movimento foi possível porque o governo montou uma malha aérea nos aeroportos de Guarulhos (SP) e do Galeão (RJ), que recebem querosene de aviação por meio de dutos ; não dependem, portanto, do transporte rodoviário. Dali, houve fornecimento de combustível para Congonhas (SP).

Dessas bases, foi possível garantir o abastecimento de medicamentos em muitas cidades do interior de regiões mais distantes. ;Essas ações emergenciais evitaram o pior em muitas localidades. Não podíamos deixar que a situação, que já estava difícil, se tornasse ainda mais complicada;, explica um dos comandantes das operações.
; ; ;
Militares que atuam no Gabinete de Acompanhamento para a Normalização do Abastecimento chamam esse grupo de Gana, uma alusão ao país africano que, para surpresa de muitos, não tem guerra e, pelas projeções do Banco Mundial, deve crescer 8,3% neste ano, a maior taxa de expansão do mundo.

Acordo com evangélicos

Integrantes do MDB avaliam que o evento com evangélicos ontem foi uma grande sacada de Henrique Meirelles, o pré-candidato do partido à Presidência da República.
O encontro contou com a participação do presidente Michel Temer. Nos bastidores, membros da Assembleia de Deus no Brasil, em Brasília, estenderam tapete vermelho para o ex-ministro da Fazenda. Os emedebistas asseguram que a cúpula da Assembleia está com Meirelles, mas só formalizará o apoio na hora certa, com tudo muito bem amarrado. Apenas essa ala da igreja evangélica conta com 6 milhões de fiéis.

Eleitorado cresce 2,6%

O número de brasileiros que vão às urnas em outubro cresceu 2,6% na comparação com o eleitorado do pleito de 2014. Segundo o último balanço do Tribunal Superior Eleitoral, 146,6 milhões de pessoas estão aptas para escolher seus candidatos este ano. Lideram a lista dos estados com maior número de cidadãos que podem votar São Paulo, com 33,2 milhões de eleitores, e Minas Gerais, com 15,6 milhões. O total de paulistas com título em mãos representa 22,7% dos eleitores do país.

PSB mais próximo de Ciro

Das várias opções que o PSB nacional tinha em relação à chapa presidencial, restaram ao partido do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, somente duas: apoiar a candidatura do pedetista Ciro Gomes (foto) à Presidência da Republica ou ninguém.
O ;xis; da questão para resolver essa situação está em São Paulo e depende das definições da candidatura de Márcio França ao governo do estado. O PSB, como se sabe, chegou a namorar Geraldo Alckmin (PSDB) e flertou com a candidatura própria, primeiro com Ayres Brito, e na sequência, mais fortemente, com Joaquim Barbosa.

Trem da alegria
aprovado

Enquanto os caminhões estavam parados nas estradas, um trem da alegria avançou no serviço público. Na terça-feira, o Senado aprovou a Medida Provisória (MP) 817/2018, que enquadra servidores dos ex-territórios federais do Amapá, de Roraima e de Rondônia, em carreiras típicas de Estado. Eles ingressaram no serviço público pela mão de padrinhos políticos antes da Constituição de 1988. Agora, exercerão as funções de gestores de Planejamento e Orçamento e de analistas de Finanças e Controle. O custo dessa medida será de quase
R$ 3 bilhões por ano.

Curtidas

Sabatina / O Correio realiza, em 6 de junho, sabatina com os principais pré-candidatos à Presidência da República. Ao longo do dia, eles serão questionados sobre temas como saúde, segurança, contas públicas, educação.

Ferrovias / Dez entre 10 candidatos ao Planalto estão revendo as promessas eleitorais e incluindo a modernização da malha ferroviária do país. Ninguém quer passar perrengue por causa de uma nova greve de caminhoneiros.

Que loucura / A dúvida que ficou no ar: quem terá o sido o governador que, segundo o ministro da Segurança Púbica, Raul Jungmann, tirou a PM e largou a PRF sozinha para cuidar do bloqueio de caminhoneiros?

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação