Brasília-DF

Brasília-DF

por Denise Rothenburg » deniserothenburg.df@dabr.com.br
postado em 05/06/2018 00:00
 (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)

E o discurso sumiu
Aliados do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles consideram que, se ele quiser ter alguma chance como candidato a presidente da República é bom começar a bater no governo a que serviu. Nem que seja para dizer que tudo funcionou a contento enquanto ele estava no comando da economia. Não há formas de Meirelles defender, por exemplo, a demora da reação na crise deflagrada na greve dos caminhoneiros.

Até aqui, Meirelles adotou o discurso de que foi o responsável pela retomada da economia. Esperava, com essa narrativa, repetir o feito do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que saiu da Fazenda e venceu a eleição presidencial no embalo do Plano Real, lançado no governo Itamar Franco. Só tem um probleminha: A perda de riqueza do país nesses dias de greve jogou ladeira abaixo os índices de crescimento do ano e da própria recuperação econômica. E Michel Temer, que sonhava em ser Itamar Franco, vira cada vez mais José Sarney, em termos de impopularidade. Nesse cenário, o risco é Meirelles repetir Ulysses Guimarães, que obteve 4,73% dos votos.

Risco eleitoral
Esqueçam as pesquisas eleitorais. Quem acompanhou as eleições para governador do Tocantins e prefeitos em municípios mineiros no último fim de semana considera que quem está na frente hoje é a abstenção. Se somados aos brancos e nulos, então, dá mais de 50% do eleitorado.

Onde mora o perigo
Em Ipatinga, espécie de capital do Vale do Aço, em Minas Gerais, a soma de brancos, nulos e abstenção chegou a 54%. Ali, 31,7% simplesmente não apareceram para votar, enquanto outros 17,33% anularam o voto. Se a moda pega, o próprio presidente da República será escolhido por algo em torno de 30% dos eleitores.

Com ele, não vai I
Diante das dificuldades do presidente Michel Temer nos últimos tempos, houve quem pensasse em apresentar mais alguns pedidos de impeachment para se somar aos que ainda estão na Câmara. A ideia, entretanto, foi prontamente descartada por razões eleitorais.


Junta aí.../
A ideia de um manifesto para união dos partidos de centro, discutido há 15 dias na Casa do deputado Heráclito Fortes (foto), do DEM-PI, chegou a bom termo. A divulgação está prevista para hoje, 17h, no salão verde da Câmara.

...antes que ele tome conta/ O receio dos centristas é o crescimento da candidatura de Ciro Gomes, do PDT que, aos poucos, ganha terreno entre potenciais apoiadores de um candidato de centro. Esse medo, obviamente, não está tratado no manifesto, mas está na cabeça de muitos signatários do documento.

Proteção de dados em debate I/
Enquanto o Correio Braziliense fará uma maratona de entrevistas com os presidenciáveis, em 6 de junho, o Instituto Brasileiro de Direito Público, na 607 Sul, sediará o seminário internacional A economia movida a dados: Desafios regulatórios para a garantia da inovação e a proteção da personalidade. O seminário contará com a presença dos ministros Ricardo Villas-Bôas Cueva, do STJ, e Carlos Oliveira, da Delegação da União Europeia.

Proteção de Dados em debate II/ No Brasil, o tema ainda não carece de regulação específica, embora já exista um projeto de proteção de dados aprovado pela Câmara dos Deputados. São esperados ainda especialistas, como as professoras Indra Spiecker e Astrid Wallrabenstein, da Universidade de Frankfurt (Alemanha), Bruno Gencarelli, da União Europeia, Ana Frazão (UnB), e Laura Schertel Mendes (UnB e IDP). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo e-mail eventos.idp@idp.edu.br.

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