Mercado s/a

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"Metade do capital da TAP está nas mãos do Estado e 45% sob controle de Humberto Pedrosa e do brasileiro David Neeleman."

Amauri Segalla amaurisegalla@diariosassociados.com.br
postado em 20/08/2018 00:00


Farra das passagens na TAP vai acabar

As viagens gratuitas em aviões da TAP (foto) feitas por integrantes do governo português estão com os dias contados. A direção da ex-estatal negocia para colocar fim nas cortesias. Um primeiro passo é acabar com os upgrades da classe econômica para a executiva. Podem ser mantidas tarifas especiais ou algum tipo de pacote de descontos ; e só. A companhia não divulga o peso das mordomias nas finanças, mas sabe-se que ele não é desprezível. Metade do capital da TAP está nas mãos do Estado e 45% sob controle de Humberto Pedrosa e do brasileiro David Neeleman. A decisão da TAP mostra por que a privatização de ativos públicos é quase sempre o melhor caminho. Privatizada há menos de três anos, a TAP é hoje uma empresa muito melhor do que no período em que estava nas garras do governo. Em 2017, a empresa conseguiu reverter prejuízos que se arrastavam há quase uma década e chegou a um lucro de 100 milhões de euros.




"Ainda hoje, o PIB não contabiliza investimentos em pesquisa de mercado, branding e treinamento ; ativos intangíveis em que as empresas gastam muito dinheiro. Isso tem que mudar"
Bill Gates, fundador do Microsoft




Zaffari diversifica os negócios
O grupo gaúcho Zaffari, maior rede varejista de supermercados da região Sul, está criando uma nova frente de negócios: a gestão de shoppings centers. A companhia batizou a nova divisão de Airaz Administradora. Até agora, os 12 complexos comerciais administrados pelo grupo no Rio Grande do Sul e em São Paulo não tinham independência operacional. A Airaz atuará também em locação de lojas, comercialização de publicidades dentro dos shoppings e gestão de estacionamentos.


Francesa Deezer aposta no mercado brasileiro de streaming
Uma das maiores empresas de streaming de música do mundo, a francesa Deezer vai partir para o ataque no mercado brasileiro. A ordem da matriz é massificar o serviço no país. A empresa recebeu um aporte recente de 160 milhões de euros e, na semana passada, foi valorizada em US$ 1,2 bilhão. O investimento foi feito pela operadora de telecomunicações francesa Orange e pela Kingdom Holding Company, do príncipe saudita Alwaleed bin Talal. A plataforma tem atualmente 14 milhões de usuários no mundo.


Pague Menos desembolsa R$ 21 milhões
A rede de farmácias Pague Menos, com sede em Fortaleza, no Ceará, vai investir R$ 212 milhões para abrir 180 endereços neste ano, um crescimento de 15% na comparação com 2017. Somente no primeiro semestre, 74 unidades foram inauguradas. Segundo Luiz Novais, diretor de relações com investidores da empresa, a expansão se dará principalmente nas regiões Sudeste e Nordeste, tanto nas capitais quanto no interior.




Rapidinha

; O mercado de Bitcoins não para de trazer novidades. A mais recente é o Bitmilhas, startup criada pelo engenheiro Rafael Ferreira de Lima que permite trocar milhas aéreas por criptomoedas. Rafael trabalhou nas áreas de sistemas da Siemens, Nokia e Positivo antes de investir no negócio.

; Um drone solitário está sobrevoando os oceanos do mundo com um nobre objetivo: mapear a quantidade de lixo nos mares. A iniciativa é da ONG inglesa The Plastic Tide (A Maré Plástica), que usará os dados para dimensionar o impacto da poluição. O aparelho utilizado é o Phantom 4, fabricado pela chinesa DJI.

; A economia não decola, o desemprego é alto e muitas empresas estão com as ofertas de vaga congeladas. Tudo isso é verdade, mas há setores que passam ilesos pela crise. No mercado financeiro, as fintechs continuam avançando a toda velocidade. Uma das referências do setor, o Nubank vai abrir 200 vagas nos próximos meses. Em 2018, a empresa já contratou cerca de 500 profissionais.

; O Nubank consolidou sua presença no mercado brasileiro. Segundo recente pesquisa da Semrush, empresa especializada em marketing digital, sua marca é a segunda mais pesquisada na internet entre todas as startups brasileiras. O ranking é liderado pelo iFood.






30%
É quanto caíram as ações da Kraft Heinz, do brasileiro Jorge Paulo Lemann (foto), nos últimos dois anos. Segundo especialistas, a gigante sofre com a onda de comida saudável e o crescente desinteresse dos consumidores por comida industrial processada.




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