Parcerias de olho no público jovem

Parcerias de olho no público jovem

postado em 05/12/2019 00:00
 (foto: CCXP/Divulgação)
(foto: CCXP/Divulgação)


A varejista Riachuelo terá uma megastore de 540 metros quadrados (m;) e vai oferecer um mix de 800 itens, incluindo livros lançados em parceria com a editora Aleph. Segundo Julia Medeiros, gerente de licenciamento da Riachuelo, os produtos voltados ao público geek são um pilar muito importante para a empresa. "A CCXP é o momento perfeito para unir essas duas frentes, e este ano, estamos trazendo muitas novidades do mundo dos games, filmes e séries para encantar ainda mais os nossos fãs;, explicou, por meio de nota.

A operadora Oi, que tem buscado se firmar por meio da participação em eventos voltados ao público jovem, neste ano vai oferecer aos visitantes Wi-Fi de graça. Para isso, instalou 60 quilômetros de cabos de fibra ótica. A cobertura se estende por 100 mil m;, com hotspots que garantem, inclusive, conexão wireless à área do estacionamento anexo ao São Paulo Expo ; onde parte do público passa a noite para garantir os melhores lugares. São, ao todo, cerca de 375 equipamentos conectados pela empresa.

Hoje, o evento tem grandes proporções, a ponto de já ter sido exportado para a Alemanha, onde ocorreu, em junho, em Colônia, a primeira edição. Antes, foram necessários três anos de estudo de mercado. Mas Mantovani conta que, no início, não foi tão fácil. "As pessoas não tinham entendido, há seis anos, que esse não é nicho, mas o mais mainstream. Todo mundo está consumindo cultura pop sem querer. É como a relação com o celular. A gente não precisa ser viciado em smartphone para usá-lo, simplesmente faz parte da vida."

Cruzeiro geek

Além dos planos de ampliar a marca no exterior, a CCXP já tem passaporte carimbado para chegar ao alto-mar. O primeiro cruzeiro geek, que incluirá cabines temáticas, ocorrerá entre 18 e 21 de março de 2021. Os pacotes do chamado CCXP Cruise vão ser vendidos a partir do dia 9 no site oficial, mas também já estarão disponíveis no evento.

"Nem no sonho mais otimista esperava que chegaria aonde chegamos. Até então, o evento mais notório era o de San Diego (EUA). Quando criamos o nosso, queríamos o nosso DNA, para não ser uma convenção, mas uma experiência. Hoje, podemos dizer que tivemos o mérito de convencer a indústria que o dinheiro investido é para gerar experiência com engajamento. Com isso, ela vende mais ingressos e mais produto;, conta Mantovani. Hoje, lembra, a Warner deixou o encontro de San Diego, mas garante presença no Brasil.

Apesar da experiência acumulada até agora, Mantovani conta que ainda é desafiador preparar a CCXP do ano seguinte. Todo ano, é preciso pensar em algo diferente e correr contra o relógio para não perder o timming. "Mais do que modelo de negócio, a sustentabilidade vem de nunca deixarmos de nos reinventar.;

O CEO não divulga o faturamento da CCXP ou da empresa Omelete Company. Diz apenas que tem uma receita equilibrada, entre B2B e B2C, e que vem trabalhando para manter essa divisão entre as fontes de receita. No entanto, Mantovani acredita que o grande potencial como gerador de caixa será a participação cada vez maior de empresas que não são do mundo do entretenimento. O empreendedor dá o exemplo da própria Oi e da empresa de cartão de crédito Trigg, que participa pelo segundo ano, com o lançamento de produtos exclusivos.

Apesar do tamanho do empreendimento geek, Mantovani não trabalha, por ora, com a possibilidade de atrair investidores para a Omelete Company, dona da CCXP, que conta com seis sócios e 170 funcionários. "Tudo começou com o site, em 2000. Foram 11 anos sem ganhar dinheiro. Hoje, geramos caixa suficiente e não precisamos de capital de fora." (PP)

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