Falha elétrica paralisa o metrô

Falha elétrica paralisa o metrô

Problema em um cabo de energia interrompeu o atendimento em seis pontos de embarque e desembarque, entre o Setor Policial Sul e a Rodoviária do Plano Piloto. Transtorno acontece desde 24 de junho

» NATHÁLIA CARDIM » ISA STACCIARINI
postado em 02/07/2014 00:00
 (foto: Oswaldo Reis/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Oswaldo Reis/Esp. CB/D.A Press)

Uma pane elétrica no sistema da Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF) causou tumulto em um dos terminais da Asa Sul. O rompimento de um cabo de energia parou o funcionamento de pelo menos seis pontos de embarque e desembarque dos usuários do transporte público. Na manhã de ontem, os trens que saíam de Ceilândia e de Samambaia só chegavam até a Estação Asa Sul, no Setor Policial Sul. Depois desse trecho, até a Estação Central, na Rodoviária do Plano Piloto, os condutores não estavam autorizados a seguir viagem. O problema persistiu durante todo o dia, quando os vagões operaram em velocidade reduzida. Não se sabe se a situação será normalizada até hoje.

Das 24 composições que circulam em dias normais, apenas 12 continuaram em operação ontem. Segundo a empresa, não havia necessidade de circular com a frota completa, uma vez que o percurso acabou reduzido. Os trens chegavam apenas até a Estação Asa Sul, onde os passageiros precisavam desembarcar para seguir viagem de ônibus. Para tentar amenizar o transtorno, o Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) liberou veículos das empresas Piracicabana e Pioneira, que levavam os passageiros da Rodoviária do Plano Piloto até o terminal com problema. O trajeto inverso também foi mantido sem cobrança de tarifa. Nesse percurso, os coletivos não paravam nos pontos de ônibus.


O DFTrans estendeu a operação das linhas especiais na hora da volta para casa. O reforço era feito de acordo com a demanda de passageiros., a partir das 17h. A ampliação aconteceu até as 20h. Segundo o órgão, o aumento da quantidade de veículos durante o período foi de 5%, mas o DFTrans não informou quantos ônibus operaram no trecho.

O diretor de Operação e Manutenção do Metrô-DF, Fernando Sollero, afirmou que o problema começou em 24 de junho, quando uma parede caiu e rompeu um dos cabos responsáveis pela alimentação do sistema de energia. O problema aconteceu durante a obra de revitalização do viaduto da Via N2, paralela ao Conjunto Nacional. ;A carga havia sido restabelecida com a manutenção desse cabo, mas uma sobrecarga durante a madrugada de segunda-feira provocou o desligamento da luz da Estação Central até a Asa Sul. Estamos trabalhando com a Companhia Energética de Brasília (CEB) para localizar o problema;, explicou. Até o fechamento desta edição, a situação não havia sido resolvida. Os técnicos trabalharão ao longo da madrugada.

Os passageiros reclamaram do transtorno causado pela interrupção do serviço desde o início da manhã. Muitos se queixaram da falta de informação. Para Richard Abreu, 18 anos, o rompimento do cabo de energia não afetou somente o trajeto dos trens, mas provocou lentidão nos veículos em operação. ;O trem estava em baixa velocidade e demorou para chegar à Estação Praça do Relógio, em Taguatinga, onde embarquei. Eu iria para a Rodoviária e somente na Estação Asa Sul fui informade que não conseguiria seguir viagem;, reclamou. O sistema atende cerca de 140 mil usuários por dia.

Greve da Caesb perto do fim

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que os servidores da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) retornem ao trabalho hoje. Os funcionários estão parados há 44 dias, desde 19 de maio. Caso a decisão do tribunal seja descumprida, os grevistas podem pagar multa de R$ 100 mil por dia. Embora não tenham reconhecido o abuso do movimento, os desembargadores decidiram que os servidores terão de compensar pelos dias não trabalhados. O TRT reconheceu que ;é preciso assegurar a saúde pública e o interesse maior da população;. Por essa razão, foi definido o retorno imediato ao serviço. Em 6 de junho, foi realizada uma audiência de conciliação, mas nenhum dos itens da pauta de reivindicações da categoria profissional foi discutido no encontro.



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