360 graus

360 graus

Jane Godoy %u2022 janegodoy.df@dabr.com.br
postado em 15/05/2015 00:00
 (foto: Arquivo Pessoal

)
(foto: Arquivo Pessoal )

Beleza e competência

ela já ostentou o título de Miss DF em 1981, representando o Clube Naval, no concurso Miss Brasília. Depois disputou o Miss Brasil daquele ano, em São Paulo, ficando em terceiro lugar. Essa foi a trajetória da jovem Karin Keller Linz Vizzotto, uma brasiliense ;com enorme orgulho;, como faz questão de ressaltar.

Formada em arquitetura e Urbanismo pela UnB, Karin fez pós-graduação em Preservação, Recuperação e Restauração de Obras Arquitetônicas e Monumentos Históricos, na Itália.

;Sempre tive o desejo muito grande de aprender e somar conhecimento. Já trabalhei com projetos de prédios residenciais, casas, empresas, reformas, tanto de arquitetura como de interiores, design de móveis. Trabalho há mais de 10 anos com hotelaria; contabiliza.

Arquitetura
Mesmo antes de participar dos concursos de beleza, Karin já era modelo em Brasília e em São Paulo. ;Tive oportunidade, inclusive, de sair do Brasil para trabalhar como modelo;, afirma. Mas ela já era estudante de arquitetura na UnB e estava certa de que queria mesmo seguir essa profissão.

;A carreira de modelo nunca foi um objetivo profissional. Sempre fui extremamente caseira, ligada à família e essa profissão sacrifica muito o convívio familiar. A fama tem um lado bonito, mas escraviza. Sempre encarei como hobby o trabalho de modelo e foquei minha vida na minha profissão de arquiteta e na minha família;, afirma.

Desde cedo

;A arquitetura foi uma paixão que veio naturalmente e desde cedo. Meu pai era engenheiro e arquiteto, formado na Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro. Veio para Brasília em 1957 para ajudar na construção e realização do sonho que foi a implantação da nova capital. Desde pequena já o via projetar e o acompanhava as obras;, conta.

Dona do próprio escritório há 25 anos, Karin optou por trabalhar mais em casa depois do nascimento de seu segundo filho. ;Eles cresceram me vendo trabalhar e me acompanhavam em obras;, recorda-se.

Agora a história se repete. A filha de Karin, Bruna Keller, se apaixonou pela profissão e é estudante de Arquitetura e Urbanismo no UniCeub. ;Ela trabalha em nosso escritório, desenvolvendo projetos, colaborando e participando das atividades da empresa;, orgulha-se.

O pai, seu espelho
Não é fácil mencionar um projeto específico ou aquele que nunca esqueceu e que marcou a vida da profissional, que já iniciou a carreira participando de diversificadas experiências profissionais, todas muito valiosas para o aprimoramento da profissão. Espelhando-se na figura paterna, Karin cita, também, colegas que foram importantes para ela no início da carreira e com quem sempre pôde contar, quando queria aprender com alguém ;que tinha bem mais experiência do que eu;.

Além do pai, ela não esquece dos arquitetos César Barney e RR Roberto, com quem aprendeu a tomar gosto pelos trabalhos, ;pois o que eu mais gosto mesmo é de pegar o projeto de ponta a ponta. Quando eu concebo a obra arquitetônica, já a realizo com o cuidado da distribuição dos espaços internos, com a utilização do mobiliário e até os locais para as obras de arte já são pensados;, garante.

Perguntada sobre qual a edificação em Brasília que mais a empolga, a arquiteta garante que, se pudesse, citaria não uma, mas muitas obras que considera belíssimas e importantes e que valem a pena serem mencionadas, por diversos motivos. ;Mas, se só posso mencionar uma, a Catedral de Brasília é uma das obras que mais me desperta paixão, desde pequena. Por sua beleza e leveza. É uma verdadeira escultura, uma obra de arte única;, explica.

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