Negociações estão abertas

Negociações estão abertas

DENISE ROTHENBURG PAULO DE TARSO LYRA
postado em 10/06/2015 00:00

A presidente Dilma Rousseff escalou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para negociar com a oposição possíveis alterações no projeto que trata da redução da maioria penal e encurtou a viagem à Bélgica para estar de volta ao país a tempo de participar da abertura do Congresso do PT, amanhã, em Salvador. Será uma viagem corrida. Inicialmente, Dilma estaria de volta ao país apenas no dia 13, sábado, a tempo de participar do encerramento do encontro. Foi aconselhada a acelerar a agenda internacional para estar presente na cerimônia de abertura do evento.

Para ministros próximos a Dilma, a presença na abertura do encontro será fundamental para desanuviar os ânimos. Ela estará ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também combinou com as diversas tendências um esforço para diminuir as críticas à política econômica implementada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. A expectativa é que Dilma chegue em cima da hora do discurso que fará à militância petista.

Existe uma tensão no ar sobre o que Dilma falará aos correligionários. É quase unânime a percepção entre as diversas correntes partidárias de que o ajuste fiscal é draconiano. Muitos defendem a saída de Levy do cargo. Mas Dilma vai falar que o titular da pasta é apenas o condutor de uma política econômica definida por ela.

E que o aperto é fundamental, nesse momento, para que o país possa suportar o momento de turbulência internacional. Para petistas ligados a Dilma, não há como avaliar neste momento o impacto do ajuste. Só lá na frente é que os resultados serão sentidos. Se o remédio empregado der certo, avaliam aliados da presidente, as críticas naturalmente cessarão.

Colaborou Leonardo Cavalcanti

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação