Brasília-DF

Brasília-DF

por Denise Rothenburg » deniserothenburg.df@dabr.com.br
postado em 20/06/2015 00:00
 (foto: Viola Júnior/Esp. CB/D.A Press - 3/7/13)
(foto: Viola Júnior/Esp. CB/D.A Press - 3/7/13)


Lula no horizonte

A prisão de Marcelo Odebrecht e as declarações dos delegados na coletiva para explicar por que o empresário foi detido levou parte do mundo político a desconfiar de que um dos objetivos dessa longa operação policial é alcançar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para muitos, o uso de frases do tipo ;ninguém está livre; e ;pode ser quem seja, nós vamos atrás; tem endereço certo. As próximas fases dirão se o receio é fundamentado ou se a classe política está imaginando coisas. Mas o PT está preocupado, e muitos petistas já admitem o setimento nos bastidores.

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O que tira o sono de muitos políticos é o fato de Marcelo já ter dito, em conversas reservadas, que não vai arcar com o peso das acusações sozinho.

Orquestra bilateral
Mal os senadores de oposição saíram da aeronave que os levou à Venezuela, os pilotos da FAB informaram à segurança do aeroporto que fechariam o avião, sairiam para almoçar e voltariam mais tarde. ;É melhor vocês ficarem por aqui. Os passageiros não vão se demorar por lá.; Mais um ingrediente que fez os senadores desconfiarem de que tudo estava organizado para que eles não visitassem os oposicionistas presos.

Prova dos noves

A criação de outra comitiva de senadores de PT, PCdoB e PSol para ir a Caracas observar o desenrolar da crise no regime de Nicolás Maduro faz correr a bolsa de apostas no Congresso: deixará clara a dificuldade do governo venezuelano em conviver com o contraditório.

Mais um recurso de Luiz Estevão
Chegou, esta semana, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), mais um pedido de habeas corpus do ex-senador Luiz Estevão. O HC n; 327.146/SP tenta desconstruir o acórdão da Quinta Turma do Tribunal Regional da 3; Região, que o condenou a 31 anos de prisão por desvio de recursos no caso do TRT de São Paulo, que veio à tona há 15 anos.

Reforma restrita

Os senadores apostam que a reforma política vai se restringir ao fim da reeleição. E olhe lá. O problema é que o mandato de quatro anos é pequeno. Portanto, corre o risco de os senadores deixarem o mandato presidencial em cinco anos, sem reeleição, o que daria ao brasileiro eleições por três anos consecutivos. Uma presidencial, outra de disputas estaduais e uma terceira de brigas municipais.

Durou pouco I/ A fim de agilizar a comunicação com a imprensa, a assessoria da liderança do PT no Senado criou um grupo no Whatsapp destinado a avisos sobre pautas e entrevistas. Ontem, uma assessora postou no grupo uma foto do senador Aécio Neves (PSDB-MG) com uma faixa de presidente da Venezuela, dizendo que, agora, tentaria vencer lá.

Durou pouco II/ O grupo foi desfeito no meio da tarde, com o aviso: ;Só tenho a lamentar que uma ferramenta utilizada para facilitar o relacionamento e a circulação de informações tenta sido utilizada para fins que nada têm a ver com o nosso trabalho;, informam os assessores do líder Humberto Costa (PT-PE).

Durou pouco III/ A chefia da assessoria da liderança do PT ainda passou uma descompostura nos demais assessores: ;A ferramenta mostrou-se inadequada porque nem todas as assessoras dos gabinetes estão preparadas para utilizá-la;, conclui a mensagem.

Caiado é novinho/ Os senadores que foram a Caracas caíram na pele de Ronaldo Caiado (foto), do DEM-GO, por causa do único comentário feito pelo embaixador Rui Pereira, quando visitou a comitiva dentro do avião: ;Senador Caiado, o senhor é muito mais jovem pessoalmente do que na televisão;. E briefing sobre a situação do país? Isso o embaixador não fez.

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