A final dos iguais

A final dos iguais

postado em 30/04/2017 00:00
 (foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press - 1/4/17
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(foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press - 1/4/17 )



Depois de dois anos com ;intrusos; na final, a disputa pelo título do Campeonato Mineiro, neste ano, volta a colocar frente a frente os dois gigantes do estado. A partir de hoje, Atlético e Cruzeiro duelam pela supremacia local. O Galo tem a vantagem de jogar por dois resultados iguais, mas o prejuízo de ter perdido para o adversário nos dois confrontos de 2017.

Neste ano, os dois times apostam em uma equipe mais compacta, mais adepta à organização do que à criatividade. Em prol da tática, Arrascaeta deixou de ser o meia livre pela direita para se tornar, muitas vezes, o único atacante do Cruzeiro; no Galo, Robinho tornou-se um ponta-esquerda com a obrigação de dar o primeiro combate, sem a liberdade dos tempos de Santos.

Os números comprovam como o estilo de jogo dos rivais está cada vez mais parecido. O Cruzeiro tem média de 14,2 finalizações por partida, ante 13,6 do Atlético. Nos cruzamentos certos, empate em 5 a 5. Nos passes bem-sucedidos, a vantagem do Galo é ligeira, de 402 a 398. ;Nós dois somos gaúchos e as escolas são semelhantes;, admitiu o técnico alvinegro, Roger Machado, ao ser comparado a Mano Menezes.

Ainda que o Galo possa empatar os dois jogos para ser campeão mineiro, ganhar o duelo local seria uma vitória pessoal para Roger, que ainda não venceu o clássico. ;Não imagino que meu torcedor vai desejar que a gente jogue o clássico administrando resultado. Clássico é para ser vencido;, discursou o comandante do Atlético.




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