Fontes confiáveis em sala de aula

Fontes confiáveis em sala de aula

postado em 15/10/2018 00:00
 (foto: Marília Lima/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Marília Lima/Esp. CB/D.A Press)


Fábio Braz alerta para as fake news como tema possível de ser abordado e, mais do que isso, como informação a ser abolida da preparação dos candidatos. ;A proposta do exame fala em tecnologias. Pode-se cobrar como as pessoas estão envolvidas e manipuladas por notícias falsas. Quais os impactos das inovações técnicas na atuação do cidadão.;

Nicole Silva, 17, está atenta a essa realidade. ;Fake news é um assunto que vi cair em outros vestibulares neste ano;, afirma a aspirante a uma vaga em medicina, cujo dia a dia, ao contrário da maioria dos jovens, não inclui horas e horas em frente às telinhas do celular. ;Estou afastada das redes sociais. Então, assisto a jornais diariamente e, uma vez ou outra, leio o noticiário.; Yuri Corado, por sua vez, não escapa à rotina das redes, mas procura equilíbrio e cuidado com as fontes. ;Eu vejo muita notícia no Instagram, porém sempre procuro confirmar em um site mais confiável;, afirma o estudante de 20 anos.

;Não somente o aluno, mas a sociedade precisa avançar quanto a isso, diferenciando o fato do fake;, diz Fábio Braz. ;Essa confiabilidade deve ser mais bem trabalhada, inclusive em sala de aula, onde o trabalho a respeito ainda é incipiente. Concentrar discussões pertinentes com argumentos plausíveis é fundamental.;





Temas internacionais
Divergências internacionais no campo político, econômico e religioso têm espaço garantido no exame. A aposta de Isabella Dornelas, 19, para as questões de atualidades está relacionada à saída do Reino Unido da União Europeia. ;Com certeza, vai cair algo sobre o Brexit;, aposta ela, lembrando a saída do Reino Unido da União Europeia, ocorrida há dois anos, mediante referendo. A grande quantidade de imigrantes no continente influenciou diretamente nesse e em outros debates na região. ;Eu aposto em perguntas sobre a xenofobia na Europa, com a questão dos imigrantes vindos da África;, acrescenta Nicole Silva. Os conflitos entre os países do Oriente Médio e a guerra comercial entre Estados Unidos e China são outros temas que a jovem que veio de Curitiba para Brasília acredita serem possíveis.

Também por referendo, a província da Catalunha debateu a independência da Espanha no fim de 2017. Fábio Braz observa que os catalães consideram-se distantes culturalmente do restante do país, além de reclamar menos impostos e mais atenção do governo central. ;É possível puxar tanto o passado quanto o presente, pois é um movimento muito forte e relevante para a história e a geografia.;

O conflito entre israelenses e palestinos, bem como a atuação norte-americana sobre ele, também é lembrado. ;Nesse caso, pode remontar ao plano de partilha da ONU, de 1947, e a não aceitação por parte dos dois lados;, observa Orlando Stiebler. A inauguração da embaixada dos Estados Unidos em Israel, proposta pelo presidente Donald Trump, pôs mais lenha nessa fogueira de séculos atrás. ;É uma terra sagrada para muçulmanos, cristãos e judeus. Quando a embaixada muda, Trump reconhece Jerusalém como capital de Israel e dá aval para mais conflitos.;

Democracia brasileira
;No Brasil, em paralelo com a política, neste ano a Constituição de 1988 completa 30 anos;, aposta Breno Vargas. Fábio Braz concorda com o secundarista: ;São três décadas da nossa constituição cidadã, que veio após 21 anos de ditatura militar. Este, sim, é um movimento de discussão para o Enem, que se vê como um grande fórum de discussão. O artigo 5; está sempre no exame;, exemplifica. ;Vivemos tempos sombrios, em que valores e direitos estão sendo questionados. A reelaboração de uma constituição por notáveis foi posta agora por um vice de candidato à Presidência, o que remete diretamente a governos autoritários.;

Ricardo Marcílio recomenda estudo do sistema eleitoral brasileiro. ;Nunca será cobrado um posicionamento político explícito do candidato, mas entender uma eleição, a função e formação do voto e como funciona cada um dos poderes.; Marcelo Cascaes está atento às datas marcantes. ;A Primeira Guerra Mundial faz exatamente 100 anos em 2018, então creio que tenha algo relacionado a isso;, acredita.

*Estagiário sob supervisão de Ana Sá




Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação