Conselho instaura sindicância

Conselho instaura sindicância

postado em 09/03/2019 00:00
 (foto: Oswaldo Reis/Reprodução/Esp. CB/D.A Press - 9/5/14
)
(foto: Oswaldo Reis/Reprodução/Esp. CB/D.A Press - 9/5/14 )
Presidente do CRM-DF, o médico Farid Buitrago Sánchez disse que abriu sindicância ontem para apurar o caso. ;Essa sindicância pode gerar um processo ético-profissional e ele culmina com o julgamento das pessoas envolvidas. Em tese, quem for considerado culpado pode sofrer as penas previstas em lei que vai da advertência até a cassação do registro, dependendo da gravidade do caso;, esclareceu.

Por mensagem enviada pelo telefone celular, Eric Yin disse que o posicionamento dele é de pesar e tristeza. Também informou que aguarda o laudo do IML para saber a causa da morte. ;Somente após isso poderemos nos posicionar sobre os fatos. Nada mais a declarar;, escreveu o médico.

Por meio de nota oficial, o Hospital da Plástica de Brasília lamentou a morte da paciente e afirmou que Fabiana ;esteve todo o tempo acompanhada por equipe médica completa;, com o cirurgião responsável pela operação, o anestesista e o médico plantonista. Disse, também, que ;a equipe de profissionais não mediu esforços para reverter o quadro da paciente sem, contudo, lograr êxito;.

Por fim, a clínica reforçou que tem todas as autorizações de funcionamento regulares e destacou que, além de prestar assistência aos familiares, também acionou a Vigilância Sanitária, o CRM-DF e a Polícia Civil.

Também por meio de nota, a empresa UTI Vida disse não ter sido notificada por nenhum órgão e que levou menos de 17 minutos entre o momento em que foi acionada, na Epia Norte, até a chegada ao hospital, na Asa Sul, onde estava a paciente.

Memória
2014
  • ;Aos 32 anos, por R$ 18 mil, Railma Rodrigues Soares de Siqueira fez lipoaspiração, abdominoplastia e trocou as próteses de silicone dos seios em 26 de abril. Quatro dias depois da operação, teve de ser transferida para um hospital particular da Asa Sul. Em 6 de maio, oito dias após a internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), teve morte cerebral. Ela também sofreu uma parada cardíaca e não resistiu. O marido denunciou o caso à época por negligência


2010
  • A jornalista Lanusse Martins Barbosa, 27 anos, morreu por volta das 14h de 25 de janeiro, enquanto passava por uma cirurgia de lipoaspiração no hospital Pacini, na 915 Sul. Ela teria sofrido uma parada cardiorrespiratória. O cirurgião plástico Haeckel Cabral Moraes foi indiciado. A investigação policial concluiu que houve erro médico. A autópsia revelou uma perfuração da veia renal direita de Lanusse durante a lipo. Com isso, ela teve hemorragia interna e diversas paradas cardiorrespiratórias.


  • Por volta das 12h30 de 2 de abril, morreu Kelma Macedo Ferreira Gomes, 33 anos, assessora do então ministro das Cidades, Márcio Fortes. Ela estava internada no Hospital São Francisco, em Ceilândia. A causa seria uma pneumonia. Sete dias antes, Kelma havia passado por uma lipoescultura no Hospital Goiânia Leste, no Setor Universitário da capital goiana.


  • A tesoureira Marinalda Araújo Neves Ribeiro, 46 anos, morreu às 12h de 9 de julho, na Clínica Magna, localizada no Edifício das Clínicas, na Asa Norte, durante um procedimento cirúrgico. Ela faria uma lipoaspiração nos culotes e no abdômen, além de retirar excesso de pele nos seios e de uma reparação nas pálpebras. Durante a cirurgia, ela sofreu uma redução dos batimentos cardíacos.


2005
  • A funcionária do Banco do Brasil Patrícia Regina de Freitas Cavaliére, 46 anos, morreu durante cirurgia plástica realizada pelo médico Silvio Ferreira, em uma clínica na 606 Sul. Ela faria procedimentos para retirada de gordura e redução do culote. O médico não tinha licença da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica para fazer tal procedimento.


2003
  • O ex-médico Denísio Marcelo Caron foi acusado pela morte de cinco mulheres em decorrência de cirurgias plásticas. Entre as vítimas há pacientes do Distrito Federal. Ele usava diploma falso de especialização em operações estéticas. Em maio do mesmo ano, o Tribunal de Justiça do DF decidiu levar Caron a júri popular sob acusação de homicídio doloso, quando se assume o risco de matar. Em julho de 2009, a Justiça de Brasília o condenou a 30 anos de prisão.


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