Nem deu para suar

Mineiros vencem sem dificuldades na abertura do Sul-Americano, na Arena JK. Primeira rodada evidencia diferença de nível entre equipes brasileiras e argentinas e as demais

Ivan Drummond
postado em 20/02/2014 00:00
As duas equipes mineiras que disputam o Campeonato Sul-Americano Masculino de Clubes de Vôlei, Cruzeiro e Minas, começaram a competição com a mão direita e mantendo vivo o sonho de uma final doméstica na competição, além de ambos irem para o Mundial (atual campeã, a equipe celeste já está na disputa).

O Cruzeiro derrotou o Nacional-URU por 3 a 0 (25/12, 25/12 e 25/9), enquanto o MTC bateu o Club ADO-CHI, pelo mesmo placar, com parciais de 25/18, 25/15 e 25/15. No jogo que abriu a competição, o Boca Juniors ganhou do Club Liga Nacional-PER, por 3 a 0 (25/20, 25/17 e 25/18). Hoje, os destaques são os jogos dos mineiros, Cruzeiro x Club ADO-CHI, às 17h, e Minas x Nacional-URU, às 19h, pelo Grupo B. No A, às 15h, Boca Juniors x Club Universidad La Salle-BOL e, às 21h, UPCN-ARG x Club Liga Nacional-PER.

Não é novidade que, na América do Sul, os países que têm no vôlei um esporte evoluído são o Brasil, tricampeão mundial e bicampeão olímpico, no masculino, além de bicampeão olímpico no feminino, e a Argentina, vice-campeã mundial em 1982 e bronze em Seul;1988, além de um quarto lugar em Sydney;2000. Pois a primeira rodada do Sul-Americano serviu para mostrar a diferença existente entre os dois países e os demais. O técnico celeste Marcelo Méndez se deu ao luxo de usar praticamente o time reserva ontem.

Em quadra, o levantador Lucas, que começou pela segunda vez na carreira no time titular, o oposto PV; os ponteiros Kadu e Díaz. As exceções eram os meios de rede Douglas Cordeiro e Éder Carbonera e o líbero Serginho. O treinador explicou sua decisão. ;Era uma chance de dar rodagem aos jogadores que atuaram pouco na temporada. Tenho de aproveitar as oportunidades, para que todos estejam bem nos jogos decisivos, amanhã, contra o Minas; sábado nas semifinais e domingo, na final.

AMADORES O Nacional, por sua vez, é um time semiprofissional. Todos os jogadores têm outras atividades. Três, por exemplo, são estudantes, Briano, Araujo e Carambula; um funcionário público, Affonso; um bancário, Varela; um corretor de seguros, Rodriguez; um trabalhador em fábrica de cimento, Remedios, e funcionário de telefonia, Lazzarini, o mais gordinho do time , que joga como líbero.

Segundo Remedios, é muito difícil viver só do esporte, especificamente o vôlei, em seu país. ;Para nós, é muito importante jogar aqui, contra brasileiros e argentinos. Sentir de perto o que é esse vôlei muito mais evoluído que o nosso. Só temos a oportunidadede ver times brasileiros na televisão. Aqui pudemos sentir quão forte é esse esporte aqui.;

Já para o time peruano, o objetivo é aprender. ;Viemos sabendo que seria muito difícil brigar pelo título. Pra gente é uma grande oportunidade de treinarmos para o OlaSur, no começo de março, no Chile, que é o Sul-Americano Sub-23. Nossa equipe é Sub-23;, disse Alvaro Hidalgo, destaque do time.


ENQUANTO ISSO...
Mundial fica em Minas

Os bastidores do Campeonato Sul-Americano Masculino de Clubes de Vôlei andam agitados. E um dos assuntos é onde será disputado o Mundial Interclubes, que tem o patrocínio do Cruzeiro. Em princípio, a competição seria em Betim, no entanto, há alguns dias, a Prefeitura de São Bernardo do Campo manifestou o desejo de sediar a competição e estaria disposta a bancar parte das despesas, cobrindo, por exemplo, hospedagem, transporte alimentação dos seis clubes. Nesta semana a história começou a mudar, com a entrada nas negociações do Governo de Minas e da Prefeitura de Betim. Além do mais, a possibilidade de duas equipes mineiras participarem da competição, Cruzeiro e Minas, faz com que soe como ;absurdo; o fato de uma prefeitura do interior de São Paulo estar bancando a disputa.

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