>> entrevista Odair José

>> entrevista Odair José

postado em 07/05/2014 00:00
 (foto: Renato Ribeiro/Divulgação)
(foto: Renato Ribeiro/Divulgação)


Odair José elogiou o olhar de Sérgio Maggio para sua obra, principalmente na ambientação da peça: um cabaré. ;Reflete muito o meu universo de criação, os sonhos de um jovem que quer mudar de lugar, o cabaré, tem muito a ver comigo. Escrevi bastante sobre essa coisa dos relacionamento do casal, o que dá certo e o que dá errado;.


Como é a sensação de ter suas grandes composições em um musical?
É uma emoção diferente! Vejo muitas homenagens aos artistas que já se foram, é claro que é bom que se faça. Mas se puder ter isso em vida é ainda melhor. Passa a sensação de que meu trabalho foi válido.

Você vai comparecer à estreia?
Olha, sinto que era minha obrigação estar ali, na primeira fila, prestigiando os artistas. Infelizmente, devido a minha agenda de shows, que estava marcada previamente, não vou poder ir na primeira semana. Mas estou muito curioso para presenciar o resultado e devo assistir em algum momento durante a temporada.

O que você espera do espetáculo?
Estou na torcida e na expectativa para que dê tudo certo e que o pessoal goste.

O que você achou da pegada rock;n;roll para as músicas escolhidas?
Eu gostei, meu lado B é do rock. Foi o que me influenciou, gosto de guitarra, apesar de ser um guitarreiro, e não guitarrista. Elvis, Beatles, Paul McCartney, sempre vivi assim, querendo aprender com essas pessoas. A própria música que dá nome ao espetáculo, se você for pensar, não tem nada mais rock;n;roll do que o cara se apaixonar por uma prostituta e assumir isso. Brega é quem casa do jeito tradicional.

Você mencionou essa música mas são várias histórias de amor reais em suas composições. Existe essa preocupação na hora de criar?
Eu me intitulei um repórter musical. Gosto muito de observar a vida das pessoas e escrever sobre isso. Se eu conseguisse mostrar mais do que observo, seria ótimo. Quando eu apareci no mercado, minha proposta foi falar do amor real, do que está acontecendo, de pele, de corpo. Mas é claro que, quando você fala da realidade, seja de um relacionamento seja de um país, toca em assuntos que a sociedade hipócrita abomina e censura, como foi o caso da música sobre a pílula.

Podemos esperar alguma novidade sua este ano?
Devo lançar em agosto um novo álbum. Vai ser o 34; da minha carreira, chamado Dia desesseis. São 12 músicas inéditas, e talvez seja o disco mais pop que já gravei, bem despretencioso e com influência direta do som dos Rolling Stones.

Além de Rolling Stones, quem hoje tem presença em sua música?
Eu ouço de tudo um pouco, dos antigos, dos novos. Mas você sabe que só existe dois tipo de música: boa e ruim. Me interesso mais por quem toca instrumentos, por artistas que têm uma certa disciplina, um diferencial, gosto da mistura de estilos. Recentemente acompanhei as atrações do Loolapalloza, e achei muita coisa interessante. Quem sabe um dia não toco por lá né.

E o público de Brasília pode aguardar sua visita?
Faz tempo que não toco por aí, está passando mesmo da hora. Acredito que até o fim do ano eu apareça.

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