Os velhinhos botam pra quebrar

Os velhinhos botam pra quebrar

Filme de Patrick Hughes deixa um pouco de lado a computação gráfica e parte para a ação como antigamente

Yale Gontijo
postado em 22/08/2014 00:00
 (foto: Phil Bray/Califórnia Filmes/Divulgação)
(foto: Phil Bray/Califórnia Filmes/Divulgação)
Crítica Os mercenários 3 ***





A oposição entre aparelhos digitais e o sexto sentido de veteranos da era analógica domina grande parte da narrativa de Os mercenários 3, longa dirigido por Patrick Hughes, uma franquia destinada a recuperar a imagem de velhos heróis de filmes de ação.

Nestes tempos em que os efeitos de computador andam engolindo o cinema artesanal, um sentimento de nostalgia pela filmagem clássica volta a ocupar as telas.

É interessante que o terceiro filme da série justamente reflita sobre o embate ;tradição x modernidade;, principalmente depois do estardalhaço visual promovido com o surgimento de diretores como Michael Bay (em Transformers), um dos responsáveis por literalmente destruir a coreografia visual tradicional por meio do uso de computação gráfica.


Novo time, novos vilões
O chefe do exército de mercenários, Barney Ross (Sylvester Stallone) entende que precisa trocar de parceiros a fim de coordenar a captura de Stonebanks (Mel Gibson).

O vilão Stonebanks é o homem mais procurado pela CIA, agência representada pela participação de Harrison Ford (o espanhol Antonio Banderas responde por outra participação).

É preciso que o líder do grupo dê muitas cabeçadas para reconhecer o óbvio: a união de habilidades específicas com o peso da experiência é a mais eficiente ferramenta de combate.

Evidentemente, entre os ;instantes de sabedoria; de Ross há a inclusão de fragmentos de humor macho quando, por exemplo, Wesley Snipes alcança um barbear perfeito usando a lâmina de uma faca enorme.

Como de praxe, boa parte dos parcos diálogos foram preenchidos pela abundância de cacoetes dos filmes de ação estrelados por Arnold Shwarzenegger, Jason Statham, Jet Li, Dolph Lundgren e tantos outros que passaram pela franquia iniciada em 2010.

Se não fosse pela atuação de seus intérpretes em tantas fitas trash, o grupo de mercenários nem sequer teria razão de existir. E essa união continua sendo o melhor motivo para apreciarmos o filme.

Na web
Assista ao trailer do filme e leia sobre curiosidades do elenco.
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