Petistas rejeitam Frejat e Rollemberg

Petistas rejeitam Frejat e Rollemberg

Sem candidato ao governo no segundo turno, o partido de Agnelo Queiroz, que teve 300 mil votos, opta pela neutralidade. No plano nacional, PT aposta em militância nas ruas e no discurso de defesa do funcionalismo público para conquistar votos em favor de Dilma

MATHEUS TEIXEIRA ALMIRO MARCOS
postado em 10/10/2014 00:00
 (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press - 13/6/14)
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press - 13/6/14)

Fora do segundo turno das eleições, o PT decidiu ontem pela neutralidade na disputa entre Rodrigo Rollemberg (PSB) e Jofran Frejat (PR). Foi uma deliberação unânime da executiva regional, que levou em conta principalmente que os dois candidatos anunciaram apoio a Aécio Neves (PSDB) na disputa presidencial. Os petistas vão se concentrar na reeleição da presidente Dilma Rousseff.


O apoio a Rollemberg chegou a ser cogitado e foi defendido por integrantes da legenda, como o deputado distrital Chico Leite. A posição do PSB de caminhar com Aécio, no entanto, condenou essa alternativa. ;A condição mais importante para o PT eventualmente declarar apoio a Rollemberg seria se ele estivesse ao nosso lado na corrida presidencial;, disse o secretário nacional do PT, Wilmar Lacerda.


Com 300 mil votos, ou seja, 20,06% do eleitorado do DF, o governador Agnelo Queiroz (PT) também ficará neutro. O objetivo do partido agora é ampliar a votação de Dilma na capital do país. A presidente da República ficou em terceiro lugar, atrás de Aécio e de Marina Silva. Os dois juntos alcançaram 72% dos votos válidos no último domingo. A determinação, agora, é levar a militância às ruas e buscar o voto do funcionalismo público.


A justificativa petista é que, no período em que esteve na Presidência, o partido valorizou os servidores. Outra palavra de ordem é fazer uma ofensiva nos 563,8 mil votos que Marina Silva (PSB) teve no DF. A esperança vermelha é de que o eleitor de esquerda do PSB opte pela candidata à reeleição Dilma, e não por um tucano, assim como ocorreu em 2010. O desafio é grande, uma vez que, em 2010 e no primeiro turno deste ano, Dilma perdeu na capital (veja quadro).


O PT reuniu os filiados, na última terça-feira, para discutir a eleição ao Palácio do Planalto. No encontro, foi definido um cronograma de atividades. A intenção é criar acontecimentos políticos para não deixar a militância adormecer e lutar pela vitória em plano nacional. Roberto Policarpo, presidente local da legenda, acredita que o cansaço da polarização entre PT e PSDB rendeu muitos votos a Marina no DF, e que Dilma deve investir nos eleitores da ambientalista. ;Os que não queriam nenhuma das duas candidaturas não têm mais opção.;

Confronto
Para conquistar o apoio do eleitor de Marina, o PT apostará na comparação de dois projetos de país que já foram testados. ;O PSDB ficou oito anos no poder. Vamos confrontar as duas gestões e mostrar à população o que é melhor para o Brasil;, ressalta Policarpo. O distrital reeleito Chico Vigilante (PT) acredita que o confronto histórico entre petistas e tucanos pode refletir na eleição presidencial no DF. ;Acredito que, com a derrota no governo, a militância agora vai reagir;, diz.

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