Brasília-DF

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por Denise Rothenburg » deniserothenburg.df@dabr.com.br
postado em 26/11/2014 00:00

O fator Arno
A escolha dos ministros previstos para serem anunciados amanhã obedeceu à percepção da presidente Dilma Rousseff de que, para governar, ela precisa ampliar o espectro de apoios junto ao eleitorado que não optou pela sua reeleição, em especial, o mercado. Ocorre, porém, que a presidente pretende continuar com muitos colaboradores da atual equipe. Em especial, o secretário do Tesouro, Arno Augustin.

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Fora do governo e dentro dele, há quem diga que, se Arno for mesmo para o Planalto no papel de superassessor econômico de Dilma, servirá de contraponto a Joaquim Levy, com o risco de a ;nova política; proposta pela presidente terminar num jogo de soma zero. Algo parecido acontece na política externa, onde, não raro, o Itamaraty rema para um lado e o assessor Marco Aurélio Garcia para o outro.

Dilma quer Cid
O governador do Ceará, Cid Gomes, foi para o exterior, mas a presidente Dilma Rousseff não desistiu de levá-lo para o futuro governo. E, se ele aceitar, o PT perde o Ministério da Educação.

Patinho feio
Com grande parte das obras em fase de conclusão e, diante da escassez de recursos para novos projetos, o Ministério da Integração virou um terreno árido aos políticos. Quem foi sondado recusou o convite. Cid Gomes, que já teve seu irmão Ciro responsável por essa seara, não quer conversa sobre o tema.

Foi ficando... ficou

No momento, a presidente Dilma não pretende trocar Ricardo Berzoini de lugar. Afinal, ele tem a memória dos acordos com deputados sobre quais emendas têm prioridade de liberação de recursos. E essa memória é fundamental nesse período de troca de comando no Congresso, quando muitos deputados não foram reeleitos.

A alma do negócio
Os especialistas em Petrobras vão aconselhar o governo a começar uma nova campanha publicitária para promover as maravilhas e as potencialidades da empresa. Tudo para ver se conseguem se contrapor ao noticiário negativo que assola a companhia. No Congresso, entretanto, ninguém aposta um vintém que isso dê certo na atual conjuntura.

Só depois/ Um senador sondou Renan Calheiros (PMDB-AL) sobre a futura Mesa Diretora. Renan foi claro. ;Como vamos discutir isso agora com aqueles que estão saindo? Temos que deixar para janeiro, com quem estiver chegando;.

O motivo é outro/ A argumentação de Renan faz sentido. Mas o que ele deseja mesmo é averiguar as condições de temperatura e pressão para avaliar se, em janeiro, o clima melhora para uma possível reeleição.

E aí, vai peitar?/ Petistas ligaram ontem para o ministro de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini (foto), para pedir encarecidamente a ele que comunicasse à chefe que ninguém suporta mais a demora para anúncio dos novos ministros. Nem o próprio partido dela. O ministro sugeriu que o interlocutor fizesse a cobrança pessoalmente.


Fim de festa/
Se depender da base governista no Senado e na Câmara, essa legislatura termina assim que for votada a mudança na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a LDO de 2015. Os 43% que não se reelegeram estão doidos para ir cuidar da vida e os demais querem desativar a caixa de ressonância da Operação Lava-Jato.

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