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postado em 26/11/2014 00:00




Falta de decoro

A crônica ;Resolução ficha suja; (24/11, pág. 21) é um dos melhores textos que li a respeito da Câmara Legislativa do DF. Sem meias palavras, o autor expressa o sentimento das pessoas ; suponho que da maioria dos brasilienses ; diante da vergonha frente ao escárnio do Legislativo local. Faltam expressões para qualificar o projeto que, ao assegurar a impunidade, estimula a prática da corrupção e de outros crimes contra a população e se completa com a lei da mordaça aos eleitores. É um casamento perfeito para fazer frutificar a roubalheira e as negociatas, como temos testemunhado por meio dos sucessivos escândalos, cujos atores são distritais que desfrutam de regalias abomináveis à custa dos contribuintes. Somente a apresentação das propostas e a discussão deles seriam suficientes para que todos perdessem o mandato por absoluta falta de decoro.
; Zulmira Quinté,
Park Way

; Na contramão da democracia, a Câmara Legislativa do DF resolveu mudar a Constituição Cidadã revogando a possibilidade de representação popular em caso de falta de decoro parlamentar. Não bastasse isso, para completar o pacote das arbitrariedades, propôs uma alteração do Código de Ética que limita a cassação a casos de deputados condenados por sentença transitada em julgado, contrariando a Lei da Ficha Limpa e a Constituição Federal. Isso sim é o cúmulo da ;falta de decoro coletiva;, ou seja, falta de vergonha na cara mesmo! É também um atentado à Constituição Federal, que prevê as formas de participação popular (plebiscito, referendo, recall e ações populares) tornando o eleitor um fantoche! Para quem não sabe, o recall é um instituto de direito eleitoral que existe nos países desenvolvidos, como nos EUA, por exemplo, que possibilita a deposição do eleito pela população em caso de decoro parlamentar. Aqui, ao contrário das democracias efetivas, a tendência é a blindagem do exercício parlamentar. Acorda, Brasil! Acorda, Brasília!
; Sylvana Machado Ribeiro,
Lago Sul

Prêmio Engenho

Sem muitas delongas e arrastamento, quero parabenizar o Correio Braziliense pelo Prêmio Engenho. Esse matutino é, sem dúvida, um dos maiores e melhores meios de comunicação impresso brasileiro e, em especial, brasiliense. Como leitor assíduo, tenho acompanhado matérias de relevante importância, tais como ;Vai trabalhar, deputado; e, no momento as notícias sobre a proposta de blindagem dos deputados distritais, entre tantas outras que, caso não divulgadas à sociedade, talvez tivessem outro final. Só resta desejar que o jornal continue nessa linha informativa imparcial, para que a sociedade tenha mais um mecanismo de defesa contra o poder arbitrário e de corrupção que muitas vezes se apresenta no seio da sociedade.
; Manoel Soares,
Planaltina

Covardia

Um cachorro indefeso prende a pata no portão de uma casa. O dono vem com uma faca e começa a cortar o animal, que grita de dor, pânico e desespero, sem conseguir fugir dali. Sabe por que fez isso? Disse que estava com receio de que o cão derrubasse o portão. Ora, quem é suficientemente cruel e covarde para praticar um ato como esse também o é para cometer qualquer outra atrocidade. Mas vejamos o lado bom: pelo menos não foi uma criancinha que ficou presa à grade! Pois é, às vezes tenho vergonha de fazer parte da espécie Homo sapiens. Aliás, isso tem ocorrido com certa frequência ultimamente. Ah, não se preocupe, o portão foi salvo!
; Fernando Gurgel Machado,
Asa Norte




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