Emily, 14: amarrada, amordaçada e morta

Emily, 14: amarrada, amordaçada e morta

A polícia encontrou o corpo da garota de 14 anos no Parque Lago do Cortado, em Taguatinga Norte, após cinco dias de desaparecimento. Ela estava com os pés e as mãos amarrados e havia sinais de traumatismo craniano e de violência sexual

» Luiz Calcagno
postado em 20/06/2015 00:00
 (foto: Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press)
(foto: Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press)

A agonia e a falta de informações sobre a adolescente Emilly Cristiny da Silva, 14 anos, duraram cinco dias. A jovem havia deixado a casa da avó, na QNL 24, às 9h40 do sábado passado, e parou de atender o telefone e responder mensagens por volta das 10h20. Na tarde daquele dia, os familiares descobriram que a garota participou de um campeonato de skate, em Ceilândia Norte. A partir daí, os parentes perderam o contato. Até então, eles achavam que se tratava apenas de um sumiço. Mas a polícia encontrou o corpo da menina na última quinta-feira, no Parque Lago do Cortado, em Taguatinga Norte (veja Onde fica).

Emilly estava com os pés e as mãos atados, com traumatismo craniano e sinais de violência sexual. O skate dela estava ao lado do corpo da vítima. A mãe da jovem, a auxiliar administrativa Ana Paula de Almeida, 37 anos, contou ao Correio que recebeu, por celular, ameaças de uma conhecida da adolescente. ;Se você não quer que sua filha seja morta, não deixe ela sair na rua;, dizia o texto enviado dias antes do crime. Segundo a família, a menina magra e sorridente que gostava de andar de skate e tocar violão passou a apresentar um comportamento rebelde e, há dois meses, abandonou a escola. Parentes só se deram conta de que o problema poderia ser sério, no entanto, quando ela desapareceu.


Na busca pela garota, eles descobriram que, nem sempre, ao deixar a casa da avó, onde morava, ela ia se encontrar com a mãe, em Sobradinho. Algumas vezes, dormia, em segredo, na casa de uma colega, também na QNL 24. No último sábado, ela marcou um encontro com uma prima em Vicente Pires. Elas ensaiariam canto e violão e gravariam uma apresentação em vídeo. Mas a adolescente não apareceu. Saiu mais cedo do que o usual e foi para o campeonato de skate, em Ceilândia. Na segunda-feira, os parentes se deram conta do desaparecimento. Inicialmente, tentaram encontrá-la pelo celular.

Colar
Uma das tias da vítima, a dona de casa Lucineide de Almeida, 35 anos, comentou sobre a agonia da busca. ;Ligamos diversas vezes, e o celular só dava desligado. Ela não era de sumir assim, ao menos, não que soubéssemos;, afirmou. Na quinta-feira, os parentes começaram a rodar os hospitais do DF. Ontem, após encontrarem um corpo em uma área de mata fechada do Parque do Lago do Cortado, investigadores reconheceram um colar descrito por familiares de Emilly na ocorrência na 17; Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte). Eles ligaram para Lucineide para que ela fosse ao Instituto de Medicina Legal (IML) para reconhecer a sobrinha. ;Ela foi amarrada e estava com parte do rosto afundada;, relatou.

Em seguida, Lucineide entrou em contato com a irmã e o pai da adolescente, que mora em Anápolis (GO), para informá-los da tragédia. O delegado-chefe da 17; DP, Daniel Gomes, trata o caso com cautela. ;Essa situação é muito recente. Vamos torcer para a investigação chegar à autoria do crime. Ela era uma menina muito nova;, lamentou.


A vítima



Emilly Cristiny da Silva

; Tinha 14 anos
; Cursava o 9; ano, mas largou os estudos havia dois meses
; Morava na QNL 24, em Taguatinga Norte
; Era fã da banda de rock Guns N; Roses e gostava de tocar violão e andar de skate



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