Preço não deve subir

Preço não deve subir

postado em 30/06/2015 00:00
A Petrobras não prevê aumento de combustíveis no curto prazo, garantiu ontem o presidente da empresa, Aldemir Bendine, ao anunciar o novo plano de negócios da companhia. ;Fazemos a medição de preço todo o dia, para avaliar a paridade com o mercado internacional. Hoje, a margem é positiva e não há, a curto prazo, necessidade de aumento. Mas isso é um exercício diário. Se houver necessidade, a empresa vai praticar aquele preço que a remunere;, disse. Bendine lembrou, ainda, que o atual cenário no país é de queda na demanda por combustíveis.

O presidente da petroleira também descartou a possibilidade de capitalização da Petrobras, com aporte do Tesouro Nacional ou nova emissão de ações, e assegurou ainda que não haverá leilões do pré-sal tão cedo, o que poderia exigir da companhia mais capacidade financeira uma vez que ela é obrigada a participar com 30% em todos os novos investimentos. ;Nova capitalização não passa pelo horizonte da empresa. E também não há previsão de leilão de pré-sal tão cedo;, destacou.

Para o diretor do Centro Brasileiro de Infraaestrutura (Cbie), Adriano Pires, é lamentável que o Brasil fique à espera da Petrobras para fazer novos leilões do pré-sal. ;O país é muito maior do que a empresa;, comentou. Pires também desconfia que o plano de vender US$ 15,1 bilhões em ativos em dois anos e mais US$ 42 bilhões até 2018 tenha sido superdimensionado. ;Os montantes são muito altos, quem disse que o mercado vai pagar por eles. Os US$ 42 bilhões são quase o valor de mercado da companhia hoje;, destacou.

Para o presidente da estatal, contudo, não há exagero. ;Tenho a expectativa de ser surpreendido de forma positiva pelo valor de alguns ativos. Mas o mercado é que vai dizer;, argumentou Bendine, que preferiu não detalhar os desinvestimentos previstos.

O mercado não recebeu bem a notícia. No início do pregão, quando se assumiu que o plano foi feito em cima de premissas mais realistas, as ações da petroleira até subiram. Mas, assim que os números dos cortes foram anunciados, os papéis voltaram a cair. As ações ordinárias, que bateram em R$ 15,05 na máxima do dia, registraram queda de 4,09% ao fim do dia, precificadas em R$ 14,04.(SK)




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