Superavit é o pior desde 2001

Superavit é o pior desde 2001

postado em 01/07/2015 00:00
 (foto: Agencia Brasil - 30/7/13)
(foto: Agencia Brasil - 30/7/13)


Mesmo com a promessa do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, de fazer um forte ajuste fiscal, as contas públicas continuam indo de mal a pior. O governo federal, os estados, os municípios e as empresas estatais acumularam um superavit de R$ 25,5 bilhões nos cinco primeiros meses do ano. O resultado é 18,7% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado e o pior da série histórica do Banco Central, iniciada em 2001. Especialistas avaliam que não será possível cumprir a meta de primário de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) porque os dados indicam um ritmo de formação de economia para pagar os juros da dívida inferior ao necessário.

Apesar dos resultados aquém do necessário, a autoridade monetária comemorou a primeira queda do deficit fiscal em 12 meses encerrados em maio. Nesse período, o prejuízo chegou a R$ 38,5 bilhões, que equivale a 0,68% do PIB. É a primeira redução nos últimos três meses. ;A melhora desse resultado é o que se espera para os próximos meses deste ano;, afirmou o chefe adjunto do Departamento Econômico do BC, Fernando Rocha. Para ele, o ajuste fiscal surtirá efeito nos próximos meses, o que pode reverter parte do prejuízo.

Além disso, ele destacou que dos R$ 25,5 bilhões acumulados nos cinco primeiros meses do ano, R$ 19,2 bilhões decorrem da economia feita pelos governos regionais. ;Temos dois fatores que explicam esse resultado: o maior controle sobre execução das despesas dos governos estaduais e, nas receitas, tivemos reajuste de preços, que para os estados são importantes. Os tributos, como o ICMS, acabam levando a maiores ganhos de arrecadação;, destacou Rocha.

Para o professor do Departamento de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) José Luis Oreiro, o governo não cumprirá a meta de primário de 1,1% do PIB. Ele destacou que, com a arrecadação em baixa e com a recessão econômica, não é possível atingir o percentual prometido. ;Em 2014, tivemos um deficit primário de 0,6%, e o governo tem que corrigir as pedaladas fiscais de correspondem a 0,3% da geração de riquezas no país. O esforço chegaria a 2%. Com a retração da atividade, é impossível alcançá-lo;, disse. (AT)




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