Brasília-DF

Brasília-DF

por Denise Rothenburg deniserothenburg.df@dabr.com.br
postado em 02/10/2015 00:00
 (foto: Evaristo SA/AFP - 14/7/15)
(foto: Evaristo SA/AFP - 14/7/15)


O calvário de Cunha...

De público, apenas os oposicionistas mais ferrenhos fustigam o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, por causa das notícias de que o Ministério Público recebeu das autoridades suíças informações sobre contas bancárias em nome de Cunha e parentes. Mas, dentro do PMDB, embora ninguém assuma publicamente, já são recorrentes os comentários sobre o desconforto com a situação. Alguns, entretanto, dão o benefício da dúvida. Há quem diga que, se ele conseguir virar um Romário, que atestou não ter contas naquele país, tudo bem. Caso contrário, o partido não terá como manter todos os lastros para socorrer o presidente da Casa.

...E o que sobra pra Dilma

Há quem aposte que o fato de o presidente da Casa tentar ficar na penumbra depois das notícias de ontem dará combustível aos pedidos de impeachment, uma discussão que perdeu força essa semana, com a reforma ministerial em cena. Resta saber se Cunha terá força para reavivar esse tema. Nos partidos aliados, entretanto, cresce a sensação de que a presidente escapou.


Trincada
Dilma Rousseff ainda tentava ontem à noite fazer com que o ministro de Aviação Civil, Eliseu Padilha, aceitasse o Ministério da Ciência e Tecnologia e deixasse o atual cargo para a bancada do partido na Câmara. Essa dificuldade com os deputados está deixando os senadores indóceis. Aliados de primeira hora, os senadores consideram que Dilma está cedendo demais àqueles que, até aqui, venderam dificuldades para conquistar facilidades.


Dilma na lida

Nem só de reforma ministerial vive a presidente Dilma Rousseff. Esta semana, ela recebeu o senador Roberto Pessoa (PSB-MA) por uma hora e meia. Queria pedir desculpas por não ter chamado o senador para uma viagem ao Maranhão. Conversaram ainda sobre a perspectiva de implantar uma área de incentivo a empresas exportadoras que desejem se instalar no estado. É a presidente tentando se reaproximar daqueles antigos aliados que são contra o impeachment.

Junto!

O vice-presidente, Michel Temer, estava se preparando para viajar a São Paulo ontem no final do dia, quando a presidente Dilma Rousseff pediu a ele que permanecesse em Brasília nesta sexta-feira para o anúncio dos novos ministros. A simbologia dos dois, lado a lado, anunciando a reforma, é considerada significativa para mostrar que não há movimento pró-impeachment.

É o PP

O senador Hélio José deixa o PSD do deputado Rogério Rosso e do ministro Gilberto Kassab e caminha para ingressar no PP do Distrito Federal. A ordem é ocupar o espaço de líder político local na legenda, que tem sua cúpula nacional abatida pela Lava-Jato.


CURTIDAS

A última a saber/ Desde a noite de terça-feira, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, já havia avisado que não cederia o plenário da Casa para apreciação dos vetos em sessão do Congresso Nacional. Dilma, entretanto, só soube que não haveria votação no final da tarde de quarta-feira. Soltou um ;era só o que me faltava;.



Casório/ A sexta-feira promete um movimento maior do que o normal em Brasília e não só por causa da perspectiva de anúncio da reforma ministerial. É que sábado é o casamento do senador Romero Jucá (PMDB-RR) e Rosilene.

Enquanto isso, no Rio de Janeiro.../
A cúpula do PSB e Renata Campos, viúva do governador Eduardo Campos, estarão na quadra da Vila Isabel, para escolha do samba que homenageará Miguel Arraes no carnaval de 2016.

Pobre Brasil/ O Ministério da Ciência e Tecnologia, acredite, leitor: virou o patinho feio da reforma ministerial promovida pela presidente Dilma Rousseff. Os deputados do PMDB desdenham o cargo. Atuais ministros do partido também. Sonham todos com portos, onde consideram mais fácil promover negócios. Depois, ainda vêm dizer que o futuro do Brasil está no setor de ciência e tecnologia.

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