Contra a CPMF, um pato

Contra a CPMF, um pato

CELIA PERRONE
postado em 02/10/2015 00:00
 (foto:  Ed Alves/CB/D.A Press
)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press )

Em meio às negociações da reforma ministerial e aos entraves no ajuste fiscal, um protesto bem- humorado contra o aumento de impostos ocupou ontem a Esplanada dos Ministérios. A campanha ;Não vou pagar o pato;, lançada pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), em 21 de setembro, levou para a frente do Congresso um imenso pato inflável, de 12 metros de altura, além de mil patinhos que foram colocados no espelho d;água da Casa. O objetivo do movimento é garantir 1 milhão de assinaturas para enviar petição contra a volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e o aumento de impostos aos parlamentares.

Segundo o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, o Estado precisa de mais eficiência, redução de despesas, aumento de controle, diminuição de tamanho, começando pelo corte de ministérios ; ;não precisaria de mais que 15 ou 16;. ;A campanha visa mostrar ao governo que todos nós estamos a favor do ajuste fiscal, mas ele deve ser feito por meio da redução de despesas, de desperdícios, de maus gastos e não com aumento de impostos. Nós não vamos aceitar a recriação da CPMF e nem a criação de qualquer tipo de imposto que venha a pesar mais ainda no bolso do povo brasileiro;, argumentou.

O movimento ; que conta com a adesão de mais de 200 entidades, segundo ele, quer alertar a população sobre a quantidade de tributos que incidem nas mercadorias. ;Em alguns produtos chega a 50%; nos smartphones, por exemplo, atinge a 70%.; O organizador da manifestação, engenheiro e empresário da construção civil, Olavo Tarraf, 54 anos, contou que teve que demitir 20% dos 500 funcionários da empreiteira neste ano. ;Aceitar esse aumento é endossar o vale-tudo da campanha política, de fazer o diabo para ganhar eleição. Quem fez a dívida, que pague;, protestou.

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